OAB/SE procura saída para evitar rebelião nos presídios
Cotidiano 29/08/2016 15h30Da Redação
Com o alerta de que a situação do sistema penitenciário em Sergipe “está muito grave” e de que “a qualquer momento pode haver rebeliões em proporções incomensuráveis”, a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Sergipe (OAB/SE), irá realizar nesta segunda-feira (29), às 18h, um debate sobre o assunto. O objetivo, segundo o presidente da OAB, Henri Clay Andrade, é buscar uma saída para evitar rebelião.
A reunião será pública, durante a sessão do Conselho Seccional. O secretário de Justiça e o Presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança foram convidados. O debate será transmitido pela internet através do site www.oabsergipe.org.br.
“Humanizar o sistema prisional e valorizar a categoria dos agentes de segurança são condições que se impõem. Se não houver um consenso para resolver esses graves problemas estruturais, tudo indica que haverá rebeliões com trágicas consequências sociais,” preconiza Henri Clay.
No sábado (27), Henri Clay Andrade esteve no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão, para tentar convencer os agentes penitenciários a liberarem a visita íntima, mas não houve êxito.
Segundo Henri Clay, a categoria está muito revoltada com o governo. “A relação esgarçou e a paciência acabou. Há anos a categoria vem sofrendo defasagem salarial e tendo que trabalhar em péssimas condições que os levam a conviver em ambiente laboral de alto risco. Se essa situação se mantiver, as consequências serão trágicas”, disse Henri Clay.
Para a OAB, a retirada da visita íntima significa causar um rompimento com o pacto de paz existente entre os detentos e o sistema prisional e não é possível sustentar essa situação por muito tempo.
“O governo parece ter perdido o controle da situação. Os presídios estão sob total domínio dos agentes penitenciários em movimento e dos detentos. Ambos estão pressionando para que o governo atenda às reivindicações de cada qual. O governo não dá sinais de atendê-las”, disse Andrade.
Da mesma forma que os demais presídios, o Copemcan está superlotado e em condições bastante precárias. É um presídio com capacidade adequada para 800 detentos, mas atualmente já se engalfinham 2.800 reclusos. Os detentos estão indóceis e o momento é de tensão extrema.
*Com informações da OAB/SE

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