OAB/SE irá acompanhar e monitorar vazão do rio São Francisco
Cotidiano 21/05/2015 10h33Diante da severa crise hídrica, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Sergipe (OAB/SE), por meio da Comissão de Direitos Humanos, irá monitorar e acompanhar e o sistema de abastecimento hídrico do Estado de Sergipe. Nesta semana, a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), está diminuindo a vazão do rio São Francisco para cumprir a determinação da Agência Nacional de Águas (ANA).
A vazão do rio, que abastece com água 50% da população de Sergipe, está sendo reduzida para 900m³/s, visando o armazenamento de água nos reservatórios sergipanos. Em reunião com a OAB/SE, o presidente da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Carlos Melo, esclareceu que só através dessa medida será possível aumentar o volume de água utilizado para a geração de energia. “Atualmente, os nossos reservatórios estão no limite. Se nenhuma medida fosse tomada, em outubro deste ano nós já estaríamos sem energia”, disse.
A secretária-adjunta da OAB/SE, Roseline Morais, destacou que a participação da Ordem é extremamente importante porque, diante da crise hídrica, poderão surgir problemas muito graves para Sergipe. “Unindo esforços, nós tentaremos evitar um problema maior que possa ser causado à população sergipana”, asseverou.
De acordo com o presidente da Deso, a vazão mínima do rio São Francisco é de 1300m³/s, mas há quase dois anos, a pedido da Chesf, foi realizada a redução da vazão para 1100m³/s por 180 dias. ”Naquele momento, nós estávamos passando por uma forte seca e não tínhamos água suficiente para gerar energia. Em 180 dias, essa licença foi renovada por mais 180 dias. Nesse primeiro momento, olhando o impacto da situação, vemos que tínhamos um cenário bem pior”, disse.
“Temos que aguardar que a vazão seja reduzida porque, caso ocorra interferência na captação de água, precisaremos criar um plano emergencial”, considerou. Para ele, no entanto, o nível de sal do mar no rio São Francisco é o mais preocupante. “Atualmente, nós estamos monitorando a entrada do mar no rio. Infelizmente, nós observamos que, durante a maré alta, a cunha salina está chegando a uma de nossas captações. Se realmente houver um grande nível de salinização na região de Brejo Grande o impacto será bem diferente porque não há como tratar a água”, afirmou Carlos.
De acordo com ele, nesse momento, a única saída seria a revitalização. “O rio precisa voltar a vazão de 1300m³/s. A transposição do rio não é uma solução plausível porque geraria um pequeno volume de água. Se continuar como está, daqui a 20 anos Sergipe será refém do São Francisco”, expôs.
Fonte: OAB/SE

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
