OAB/SE desaprova greve dos policiais civis e operação dos delegados
Para Comissão dos Direitos Humanos, movimento traz risco desnecessário Cotidiano 05/08/2015 11h45Da Redação
A Comissão de Direitos Humanos da OAB/SE divulgou nesta quarta-feira (5) uma nota pública em que lamenta a paralisação dos policiais civis no estados e a operação "Parcelamento" dos delegados. A seccional afirma que encara com profunda preocupação os movimentos.
Na nota, a Comissão dos Direitos Humanos afirma: “o direito à reivindicação de melhores condições de trabalho e vencimentos é inegável. Contudo, percebe-se que a forma que está sendo conduzida macula direitos dos presos, seus familiares e da população em geral”.
A comissão argumenta que, com a suspensão das visitas aos custodiados, foi cerceado o direito ao contato com os familiares. “Uma flagrante violação à Lei de Execução Penal. Ademais, não estão sendo realizadas a lavratura de boletins de ocorrência ou audiências de conciliação”.
Ainda segundo a nota, a redução do efetivo trabalhando nas delegacias expõe os próprios funcionários a um risco desnecessário. “Visto a superlotação dos xadrezes, problema este ocasionado pela falência do sistema carcerário sergipano. Desta forma, é preciso reavaliar a abordagem realizada pelas entidades de classe visando a proteção da integridade física e dos direitos e garantias de todos os envolvidos”, finaliza a CDH-OAB/SE.
A greve dos policiais civis foi iniciada na última segunda-feira (3), motivada pelo parcelamento dos salários do mês de julho. O efetivo foi reduzido a 30% e foram mantidos apenas os serviços de guia de liberação de corpos, exame de corpo de delito e flagrante delito. Já os delegados realizam a operação "Parcelamento" desde o último dia 29.
Nessa terça-feira (4), o clima ficou tenso durante uma rebelião dos presos custodiados na 2ª Delegacia Metropolitana, zona Norte de Aracaju.
Foto: Arquivo F5 News

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
