Número de doadores de sangue cresce em Sergipe
Cotidiano 25/11/2016 13h26 - Atualizado em 25/11/2016 14h03Por Giovane Mangueira
Manhã de comemorações no Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), nesta sexta-feira (24), em alusão ao Dia Nacional do Doador de Sangue.
No Brasil, apenas 1,8% da população doa sangue com regularidade. O percentual fica um pouco abaixo do ideal estimado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), de 2% da população, como necessário para suprir as necessidades de sangue e outros componentes sanguíneos de um país.
Em média, os países da América Latina e do Caribe coletam sangue equivalente a 1,5% de sua população. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que pelo menos 1% da população seja doadora de sangue.
Em Sergipe, segundo o Hemose, cerca de 165 mil sergipanos já doaram pelo menos uma vez. “Estamos recebendo por dia 120 doações, a média ideal. Esse ano já registramos até esse momento 125 mil doações, não deixamos de atender a demanda nenhuma. Nesse clima, hoje vamos ter um bolo para comemorar o dia do doador, para os que vierem aqui hoje”, explica Roseli Dantas, assistente social do Hemose.
Após uma liberação do governo devido à necessidade de sangue, as pessoas a partir dos 16 já podem ser doadoras, mediante a autorização dos pais. Mas quem realmente cumpre com o dever de cidadania são as pessoas entre 18 e 29. É o caso do estudante Filipe Linhares, 22 anos. “Combinei com um amigo para vir aqui, ao chegar tive essa surpresa de hoje ser o dia do doador. Já fiz quatro doações, sou um doador regular. Talvez se as pessoas tivessem em mente a importância desse gesto, os bancos de sangue não viviam nessa carência toda”, disse.
Felipe ainda relata que a falta de estrutura da instituição pode influenciar na falta de doadores. “Uma pena a situação da estrutura do Hemose, eu não me sinto tão motivado por conta da burocracia para realizar a doação, o tempo de espera, não funciona aos sábados, o que já dificulta para as pessoas que trabalham durante a semana, muito tempo perdido, o que não deveria demorar, para ter como receber mais doações e não só o que recebem de costume. Além da paciência esperando, o doador já merece esse mérito”, conta.
A administradora Fernanda Cardoso também esteve presente no Hemose no dia do doador. “Sensação de dever cumprido, fazendo minha parte, não dói, não tem problema nenhum. Sempre venho a cada quatro meses, fico feliz em poder ajudar uma pessoa nesse final de ano, não existe presente melhor para quem está esperando".
A gratidão e reconhecimento de quem já precisou receber doação de sangue mobiliza os amigos para fazerem o mesmo. A estudante de enfermagem Flavia Gonçalves já recebeu nove bolsas de sangue e corresponde doando.
“Certa vez me disseram que a doação de sangue não era importante, porque poderia transmitir várias doenças e teria outros métodos de salvar vidas, não tão imediatos, mas tinha. Fiquei indignada, pois sem a doação eu estaria morta agora. A primeira vez que precisei de sangue foi em uma cirurgia de emergência, logo após um acidente. Eu estava perdendo muito sangue por conta da hemorragia interna. Recebi sete bolsas de sangue. Logo depois precisei fazer outra cirurgia, lá se foram mais duas. Foram necessários nove doadores para que eu continuasse com vida. Hoje mais que dever, eu tenho obrigação de doar. Acredito que não é apenas o ato de doar que defendo, mas, sim, de salvar vidas”, conta.
Fotos: Giovane Mangueira

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