Número de bebês com microcefalia em Sergipe sobe para 118
Cotidiano 11/12/2015 17h25

Da Redação

O número de bebês nascidos com microcefalia em Sergipe continua crescente: 118 recém-nascidos já foram diagnosticados com a malformação, conforme o boletim epidemiológico divulgado na tarde desta sexta-feira (11) pela Secretaria da Saúde (SES). O Estado aparece em quarto lugar na relação dos que têm mais casos da doença confirmados pelo Ministério da Saúde.

Em todo país já são 1.761 casos suspeitos de microcefalia, em 422 municípios de 14 unidades da federação. Entre o total de casos, foram notificados 19 óbitos, nos estados do Rio Grande do Norte (7), Sergipe (4), Rio de Janeiro (2), Maranhão (1), Bahia (2), Ceará (1), Paraíba (1) e Piauí (1). As mortes foram de bebês com microcefalia e suspeita de infecção pelo vírus Zika. Os casos ainda estão em investigação para confirmar a causa dos óbitos.

Na semana passada, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o Zika Vírus e casos de microcefalia. Exames feitos em um bebê nascido no Ceará com microcefalia e outras malformações congênitas revelaram a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos.

A partir deste sábado (12) cerca de 100 militares do Exército iniciam uma força-tarefa junto aos agentes de endemias do Estado para combater focos do Aedes Aegypti, transmissor do Zika, da Dengue e da Febre Chikungunya. Esta semana os militares passaram por um treinamento na Secretaria de Saúde de Aracaju. A partir das 8 horas deste sábado eles atuam no bairro Santos Dumont, zona Norte da capital sergipana. Na segunda (14), será a vez do bairro Cidade Nova, também na zona Norte.

“Abram suas portas e recebam as equipes. As pessoas precisam se conscientizar de que a luta é de todos, e nós só teremos resultados positivos se houver a participação do povo”, recomenda o tenente-coronel Silva Neto, comandante do 28º Batalhão.

Na capital sergipana, a orientação é de que as pessoas denunciem casos de suspeita de focos do mosquito, ligando para a Ouvidoria através do telefone 156. A partir de agora, cerca de 900 agentes de endemias estarão nas ruas e as residências que estiverem com o foco serão autuadas. A equipe fará a limpeza do local e o morador terá prazo de dez dias para resolver o problema. A Vigilância Sanitária retornará ao local e, caso não resolva, o morador receberá multa inicial de R$ 100, valor que em caso de reincidência pode duplicar.

Novo Protocolo

Desde o dia 7 de dezembro, o Ministério da Saúde passou a adotar, em consonância com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, a medida padrão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 32 cm, para a triagem de bebês suspeitos de microcefalia. Até então, a medida utilizada pelo Ministério era de 33 cm. A iniciativa teve como objetivo incluir um número maior de bebês na investigação, visando uma melhor compreensão da situação.

Segundo a pasta, o perímetro cefálico (PC) varia conforme a idade gestacional do bebê. Assim, na maioria das crianças que nascem após nove meses de gestação, o crânio com 33 cm de diâmetro é considerado normal para a população brasileira, podendo haver alguma variação para menos, dependendo das características étnicas e genéticas da população.

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