Número de adultos que bebem e dirigem em Aracaju cai quase 40%
Ministério da Saúde diz que redução é fruto do rigor da Lei Seca Cotidiano 20/06/2016 08h32Da Redação
O endurecimento da Lei Seca, no ano de 2012, está surtindo efeito entre os motoristas de Aracaju (SE). Essa é a conclusão de uma pesquisa do Ministério da Saúde, na qual o percentual de adultos que admitem beber e dirigir em Aracaju teve queda de 38,7%.
No ano passado, 6,8% da população aracajuana declararam que dirigiam após o consumo de qualquer quantidade de álcool, contra os 11,1% do ano de 2012. Os homens (12,8%) da capital sergipana continuam assumindo mais a infração do que as mulheres (1,8%).
Nas 27 capitais estudadas pela pesquisa, 5,5% dos indivíduos adultos referiram conduzir veículos após o consumo de bebidas alcoólicas, contra 7% em 2012 – uma queda nacional de 21,5% em três anos. Assim como foi constatado em Aracaju, a proporção nacional é maior entre homens (9,8%) do que entre mulheres (1,8%). Apesar disso, desde o endurecimento da lei seca menos homens têm assumido os riscos da mistura álcool/direção na média das 27 capitais pesquisadas: a redução foi de 22,2%, entre 2012 e 2015, na população masculina.
“É cada vez mais notória a importância da Lei Seca em inibir a população brasileira de se arriscar na mistura do álcool com o volante. Agora temos que continuar nessa batalha, principalmente entre os jovens de 25 a 34 anos, que apresentaram o maior índice da infração entre todas as faixas etárias pesquisadas”, declarou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
De acordo com a pesquisa de 2015, 8,7% da população de 25 a 34 anos admitem beber e dirigir. O número é duas vezes maior do que o registrado na população de 18 a 24 anos e quatro vezes maior do indicado em homens e mulheres de 65 anos ou mais. Outro índice importante é o nível de escolaridade: a pesquisa detectou que, quanto maior o grau de instrução, maior é o número de pessoas que assumem o risco.
Proteger vidas
Em 2016, a lei seca completa oito anos de vigência. Além de mudar os hábitos dos brasileiros, a lei trouxe um maior rigor na punição e no bolso de quem a desobedece. Com o passar dos anos, passou por mudanças e ficou mais severa com o objetivo de aumentar a conscientização de não se misturar a bebida com direção.
Atualmente o condutor que ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica e for submetido à fiscalização de trânsito está sujeito a multa no valor de R$ 1.915,40 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Em caso de reincidência, o valor da multa é dobrado. “Precisamos avançar no marco regulatório do álcool, da mesma forma que estamos fazendo em relação ao tabaco. É necessário proteger vidas”, destaca a diretora de Promoção da Saúde do MS, Fátima Marinho.
Durante o período junino as Polícias de trânsito estão mobilizadas em ações nas regiões próximas aos eventos tradicionais programados para a Grande Aracaju e no interior do estado a fim de coibir a combinação álcool e direção, sobretudo porque, de janeiro a maio deste ano, o número de autuações por embriaguez ao volante cresceu mais de 200%, quando comparado ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv).
*Com Agência Saúde

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