No primeiro dia de greve dos professores, sentimento é de revolta
Denúncias do sindicato apontam que Estado não está no limite prudencial
Cotidiano 03/06/2013 19h00

Por Fernanda Araujo

Em mais uma assembleia nesta segunda-feira (3), os professores avaliam o primeiro dia de greve que foi designada na sexta-feira (29). Segundo o Sintese, a greve está tendo um cenário positivo, com a maioria das escolas fechadas. Mas, em sentimento de revolta, os professores insistem na negociação para o pagamento do piso.

A informação ainda é que as paralisações estão incomodando a Secretaria de Estado da Educação (Seed), que estaria adotando medidas para impedir a participação dos professores em estágio probatório, recém-nomeados dos concursos, nas paralisações e greves do sindicato porque se configura perda de assiduidade. O Sintese alega que, mesmo sendo direito da categoria e, sob possíveis ameaças de demissão, os diretores das escolas estão sendo obrigados pela secretaria a criar esse transtorno aos professores.

De acordo com o professor Roberto Silva, da diretoria do sindicato, essas denúncias de assédio moral, entre outras, foram levadas ao sindicato. Em entendimento do sindicato e do STF, o fato do professor em estágio probatório ser efetivo (pois ingressou no serviço público através de provas e títulos), e aderir à greve, não justifica perda de assiduidade pelo fato de o Estado ter sido notificado pelo Sintese dos dias em que os educadores paralisarão suas atividades.

 “A gente compreende que isso é muito grave, além do governo não pagar o piso, tenta negar o direito de greve. Isso já aconteceu em outros governos, como de Jackson e Albano, e está acontecendo no de Déda. Estamos fazendo debates entre os professores para explicar que não há nada que os impeça”, afirma.

Logo após a assembleia os professores caminharão em direção a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), para pedir, novamente, o apoio dos deputados.

Denúncias

No dia 23 de maio, o sindicato protocolou algumas denúncias no Tribunal de Contas (TC) e no Ministério Público, solicitando a averiguação dos órgãos fiscalizadores com relação à incongruência nos dados de folha de pagamento da Seed, queda acentuada na matrícula da rede estadual e sobre o decreto que regulamenta a gestão democrática na rede estadual.

Sobre os dados, uma das inconsistências é que nos meses de novembro e dezembro, a diferença de informações prestadas chega a mais de R$ 17 milhões. A mesma situação foi denunciada no ano passado com relação a 2011, o que, na visão do Sintese, coloca em xeque a declaração de que o Estado está no limite prudencial, e por isso não pode pagar o piso.

“Amanhã teremos um ato às 8h na Sefaz, com o intuito de pedir audiência com o secretário, e às 9h30 teremos uma reunião com o presidente do TCE para tratar das denúncias. Pela nossa avaliação o governo não está no limite prudencial. Vamos solicitar uma ação do TCE para que o governo faça a prestação de contas corretamente”, antecipa Roberto.

SEED nega

A Secretaria de Estado da Educação divulgou à imprensa seu posicionamento, onde afirma que "não está tomando nenhuma atitude para impedir que os professores contratados através do último concurso participem da paralisação da categoria".

Prossegue dizendo que "não é procedente a informação de que esteja havendo qualquer iniciativa por parte da SEED para inibir os professores a participarem do movimento".

Leia o material na íntegra em: 

 

Educação nega tentativa de impedir paralisação de professor

 

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