No 2º dia de paralisação,servidores protestam no Hospital Universitário
UFS alega que manterá diálogo e pede união das partes
Cotidiano 08/04/2015 07h53

Por Will Rodrigues

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizam nesta quarta-feira (8) o segundo dia de paralisação. A categoria bloqueia desde as primeiras horas o acesso de carros ao Hospital Universitário (HU), na zona Norte de Aracaju. O atendimento está mantido.

O Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs) alega que a Reitoria e o Governo Federal tratam o Hospital com descaso. Segundo os sindicalistas, na unidade falta materiais básicos, impedindo a realização de diversos procedimentos, o que estaria o ensino e pesquisa dos estudantes da saúde e também o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante todo o dia de ontem (7), a entrada de veículos no campus de São Cristóvão foi impedida e os manifestantes chegaram a queimar bonecos representando o reitor e o vice-reitor da Universidade.

A mobilização também reivindica o cumprimento integral da Resolução das 30 Horas por parte da Reitoria e a revogação do contrato com a EBSERH, empresa gestora do HU. A paralisação acompanha a agenda nacional instituída pelo Fórum das Entidades do Serviço Público Federal.

Por meio de nota oficial, a UFS alegou que “sempre entendeu que as reivindicações das categorias, a exemplo dos técnico-administrativos, representados pelo Sintufs, são legítimas, inclusive quanto aos movimentos paredistas pacíficos que respeitam os direitos de todos, a exemplo do direito de ir e vir, e assim continua entendendo.

Do mesmo modo, a gestão entende que, antes de tudo, deve prevalecer o diálogo, "sem que isso signifique o monólogo disfarçado em solicitações de demandas que não encontram respaldo legal, como ocorre com a solicitação de decretação de ponto facultativo ou abono antecipado do ponto dos servidores aderentes à paralisação”

A Reitoria da UFS informou que continuará “aberta ao diálogo construtivo no que diz respeito à pauta local e conclama a todos que se mantenham unidos no que se refere aos seus propósitos, mas com o espírito aberto à cordialidade e ao respeito aos direitos institucionais, coletivos e individuais”.

Nesta quinta-feira (9), o movimento paredista volta a se mobilizar na frente da Cidade Universitária em São Cristóvão.

Foto: Divulgação Sintufs

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