“Não haverá mais superlotação nas delegacias”, afirma Mendonça Prado
Secretário da Segurança diz que 80% dos presos foram transferidos Cotidiano 18/09/2015 08h26Por Aline Aragão
Os problemas do sistema prisional sergipano como falta de estrutura e superlotação estão longe de serem resolvidos, por outro lado as delegacias metropolitanas em Aracaju parecem respirar melhor, e episódios de rebeliões causados pela superlotação, como foram observados no mês passado, podem ser extintos.
Após o caos instalado, delegados e policiais civis se manifestaram e atendendo ao pleito da categoria a Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc) conseguiu abrir vagas nos já superlotados presídios e iniciou o esvaziamento das delegacias.
De acordo com o Secretário de Segurança Pública, Mendonça Prado, o estado tem profissionais de alto nível para fazer elucidação dos crimes, mas muitos desses servidores estão inviabilizados por conta da grande população nas delegacias. “Chegamos a ter 700 presos, agora estamos invertendo essa lógica e regularizando a situação, só não podemos reduzir mais, porque os casos que temos hoje são aqueles em que o cidadão está preso por conta do inquérito policial. Nunca vamos deixar de ter preso, mas não haverá mais superlotação, isto eu garanto”, disse Mendonça.O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol), João Alexandre Fernandes, diz que reconhece o trabalho que vem sendo realizado para reduzir o número de presos da justiça nas delegacias, e que isso é fruto da luta da categoria. “Não pedimos nada que não seja do nosso direito, está havendo um esvaziamento desse tipo de preso, mas ainda não podemos dizer que já está zerado”, disse.
Uma das medidas adotadas pela categoria foi à suspensão das visitas nas delegacias. Para o presidente do Sinpol essa medida reforça a luta da categoria para que não exista mais agente civil exercendo o papel de guarda prisional. “Isso é desvio de função, é contra a lei e parece que os gestores entenderam”, explicou.
Nessa sexta-feira (18) a categoria irá se reunir em assembleia para deliberar sobre a paralisação de advertência dos servidores públicos, marcada para os dias 22, 23 e 24.
Com colaboração de Fernanda Araujo
Foto: Fernanda Araujo/F5 News

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