Música é usada como ferramenta pedagógica em escola no Lamarão
Cotidiano 31/05/2017 07h21

Os pequeninos alunos da Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Monsenhor Moreira Lima, no bairro Lamarão, estão sendo iniciados desde cedo na musicalidade. Há muito tempo a música faz parte da rotina escolar da unidade, mas em março deste ano o projeto "Barulho que pensa, silêncio que fala" vem aperfeiçoando a proposta pedagógica de inclusão desta ferramenta como forma de ensino, aprendizagem e sensibilização para a arte.

Os profissionais que atuam com terapia musical trabalham com a ideia de que as vibrações físicas causadas pela música, mais do que sensibilizar o ser humano, podem colaborar para organizar suas emoções. Para crianças de um a cinco anos de idade não é preciso nem tanta teoria para que elas reajam das maneiras mais diversas e positivas. A coordenadora pedagógica da Emei, Cynthia Regina Camacho, explica que já existia na escola o projeto de acolhida, que recebe as crianças com música para elas se animarem, se alegrarem e, ao mesmo tempo, se acalmarem.

"A gente percebeu que essas músicas traziam muitas emoções para elas, que já iam para as salas mais calmas, quando chegavam tristes se animavam, então resolvemos esse ano trazer este projeto. Ele surgiu com uma inquietação das professoras, não temos professor de música aqui na escola, mas a música faz parte da vida das crianças e da educação infantil, então nos reunimos e pensamos que esse projeto seria interessante para as crianças da comunidade", informou.

De acordo com a coordenadora, a cada mês é programada uma atividade do projeto relacionada com o que as professoras estão trabalhando em sala de aula. O grupo Hannah, que faz contação de histórias por meio da música, é parceiro voluntário da escola e colabora levando sempre algo de diferente relacionado à música. Todas as crianças participam, desde a creche aos mais crescidos.

"Já tivemos jogos cantados, que ajudam as crianças a aprender regras, momentos de sentar e momentos de falar. A gente já teve uma contadora de história do Ceará, que trouxe ritmos diferentes com o projeto Rodoró, onde ela conta historia com uma saia enorme e as crianças interagem o tempo todo, e trouxe também a cultura cearense e hoje nós vamos falar sobre histórias e ritmos da África", explicou Cynthia Camacho.

Além de assistirem a contação musicada de histórias, as crianças estão aprendendo os ritmos, a imitar sons e também participam em outras atividades lúdicas, como a construção de instrumentos musicais em sala de aula com suas professoras.

Parceria voluntária

A pedagoga Fátima Colares, funcionária da escola há 11 anos e integrante do grupo Hannah, é uma das responsáveis pela iniciativa, com o suporte pedagógico e a dedicação do trabalho voluntário do grupo, que existe há 14 anos e fez na escola o seu laboratório. Ela disse ficar impressionada com a resposta das crianças.

"É bem melhor do que a gente pensava. Eles sabem aquele momento de falar, de fazer silêncio. Estamos utilizando também a meditação, colocando a música para eles pensarem. Acho que a música serve a vários propósitos: você pode utilizar para vários momentos de uma criança, para acalmar, trabalhar coordenação motora, tudo pode trabalhar a música, mas principalmente para despertar a arte, porque acho que a arte salva, pode tirar a criança de coisas ruins que ela conviva", ressaltou a pedagoga.

Fonte: Agência Aracaju
Foto: Sérgio Silva/PMA

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