Mulheres sergipanas vão às ruas para cobrar seus direitos
Cotidiano 08/03/2016 17h03Da Redação
Deixem de lado as flores, perfumes e caixas de bombom neste Dia Internacional da Mulher. Em Aracaju, a data também serviu como momento de reflexão sobre as violências físicas, sociais e sexuais vividas por mulheres diariamente. Isso porque, mesmo em meio à sociedade pós-moderna, o cotidiano feminino é marcado pelo enfrentamento em vários aspectos da vida.
Diversos movimentos feministas, sindicatos e associações saíram às ruas do centro da capital sergipana nesta terça-feira (8) para protestar pela ampliação dos direitos das mulheres. As manifestantes entregaram uma carta com as reivindicações das mulheres na Assembleia Legislativa (AL), no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e na Câmara de Vereadores (CMA). Em seguida fizeram uma caminhada até a Secretaria de Estado da Saúde (SES), na Praça General Valadão, para pedir o apoio da população no combate ao Aedes aegpyti, responsável pelo aumento da incidência de casos de microcefalia no País.
“Esse é o momento de nos posicionarmos. A maioria das mulheres é de chefes de família e sofre com a tripla e, até, a quádrupla jornada de trabalho, e nós não podemos abrir mãos dos nossos direitos”, disse Érika Leite, representante da CTB/SE e da UBM na comissão organizadora.
A líder do movimento de mulheres ressaltou que, apesar da Lei Maria da Penha, o número de mulheres vítimas de violência no Brasil é ainda muiviolência “Em Aracaju, as mulheres ameaçadas perderam a Casa Abrigo que foi desativada pela prefeitura, o que as deixa expostas aos atos de violência praticados por seus agressores. Aproveitamos também para reivindicar a abertura da Delegacia da Mulher nos finais de semana”, salientou.
Na tarde desta terça, sergipanas que integram o grupo Mulheres do Peito, que reúne pacientes em tratamento do câncer, fizeram uma caminhada no centro de Aracaju para cobrar efetividade do tratamento oferecido pelo SUS no Estado. Atualmente, há apenas um aparelho de radioterapia 3D, que funciona no Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE), para quem já está se tratando e cerca de 300 pacientes aguardando para começar o tratamento. A previsão da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é de que duas novas máquinas sejam instaladas até o final de 2016, uma no Hospital de Cirurgia e outra no HUSE. Essa semana alguns pacientes começaram o tratamento fora de domicílio em um hospital de Alagoas.
Foto 1: reprodução Levante Popular da Juventude
Foto2: Marcos Rodrigues/reprodução F5 Notícias

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