Mulheres sergipanas discutem as políticas públicas e o fim da violência
Cotidiano 22/02/2014 18h30Por Fernanda Araujo
As mulheres engajadas em movimentos sociais e sindicatos participam desde a manhã deste sábado (22) do Encontro as Mulheres Trabalhadoras no Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Sergipe (Sintese). O evento reúne as representantes da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), do Coletivo de Mulheres de Aracaju, Sindicato das Domésticas, do MST, MOTU, entre outros, e representantes do vereador Iran Barbosa e da deputada estadual Ana Lúcia. Elas cantaram e apresentaram um breve relato sobre a história de luta da mulher até a conquista de seus direitos e, culminando com a ascensão de Dilma Rousseff à presidência do Brasil.
O encontro abre um debate para o direito à creche, a mulher no mercado de trabalho e na política, o parto humanizado e pelo fim da violência, registrada constantemente nos Boletins de Ocorrências. É um dos preparativos para a elaboração da Marcha Mundial das Mulheres, a ser realizada em todo o país este ano, e para a construção do ato no dia 11 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), que será realizado a partir das 9h no Calçadão da Rua João Pessoa com a rua Laranjeiras.“Para a marcha mundial ainda estamos construindo para ser realizada aqui em nosso estado, e ainda não tem data; todos os estados irão fazer, recebemos orientações dos estados, cada um está elaborando. E ainda vamos nos reunir para a construção de nosso ato no dia 11”, diz a diretora do Departamento de Políticas Sociais, Gêneros e Etnias do Sindicato dos Professores de Sergipe (Sintese), Simone de Freitas Gama (ao lado).
Segundo ela, todos os movimentos de mulheres estão unidos junto ao sindicato para realizar essas e outras mobilizações. “Mas não só para mobilização, temos reuniões periódicas, inclusive, para tentar avançar sobre a questão das creches, escassas em nosso estado. É um problema gritante, o Sintese, o Levante, e o Consulta Popular em Sergipe fizeram um estudo que mostra essa falta. Já tivemos três audiências com o promotor Fausto Valois [MPE], ele ficou de nos receber no próximo mês para a gente novamente tratar desse assunto”, disse Simone.Outro ponto levantado no encontro é o Plebiscito Popular para Reforma Política do Brasil, que deve ser votado também em Sergipe. “Importante que as mulheres discutam e participem”, defende ela.
Para a convidada a falar sobre o assunto, a secretária de Políticas para Mulheres, Maria Teles (abaixo), [Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SEPM) do governo], antes de fazer outras políticas públicas é preciso melhorar as muitas que já existem, inclusive as voltadas para as mulheres. “Se tratam de benefícios sociais, mas é uma política de desconstrução para depois apropriação pela sociedade do que se propõe a política. A exemplo da questão de raça, orientação sexual, ainda carregada de muitos preconceitos, a de gênero
ainda passa por isso. Pensa: abaixo o machismo, viva o feminismo! Quando essas duas estiverem equilibradas, aí alcançaremos a efetividade das políticas, e talvez até sejam desnecessárias desde que alcancemos a igualdade”, afirma.A realidade para a mulher, segundo ela, ainda é bastante adversa e não é por decreto que se romperão os paradigmas antigos. “Pode ser que a nossa luta seja até mais do que as feministas que nos antecederam, e, sobretudo, pelo engajamento das mulheres a adentrarem na vida política para tão somente fazer valer os direitos que estão escritos, mas não estão exercitados na sua plenitude”, explica.
Plebiscito
Desde o dia 15 de novembro, movimentos sociais, sindicatos, entidades da igreja, associações etc lançaram uma campanha por um Plebiscito Popular, que ocorrerá entre os dias primeiro e 7 de setembro. Os votantes responderão sim ou não à seguinte pergunta: “Você é a favor de uma Constituinte exclusiva e soberana que faça a reforma do sistema político?”. Os representantes compreendem a reforma política como uma pauta única das lutas.
Todos os Estados estão formando diversos comitês voluntários para massificar o debate e promover o Plebiscito. Em Sergipe, foi realizado o lançamento da campanha no dia 31 de janeiro, com mais de 200 integrantes de movimentos sociais, sindicatos e Igrejas.
Com informações do Consulta Popular
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