Mulher e amante tramam morte de empresário por causa de R$ 200 mil
Polícia aponta envolvimento de mais dois adultos e dois adolescentes Cotidiano 02/03/2016 11h46Por Will Rodrigues
A briga pela partilha de R$ 200 mil reais pagos pela venda de um supermercado na cidade de Siriri, no Leste de Sergipe, é apontada como a motivação para a morte do empresário Orlando dos Anjos Lima, 29 anos. Ele foi morto a tiros e pauladas em 23 de fevereiro de 2015. Sua esposa e um homem que seria amante dela são acusados de terem arquitetado todo o crime, praticado com a ajuda de mais dois adultos e dois adolescentes de 17 anos. A justiça expediu os mandados de prisão preventiva e cinco dos acusados já estão presos, mas negam participação no crime.
Nesta quarta-feira (2), o delegado Rodrigo Espinheira, detalhou as investigações que levaram ao indiciamento de Gláucia Cecília Silva Farias, 26, esposa de Orlando; Franklin Sarbela Santos [camisa Marrom], 30, que seria amante de Gláucia; Alex Sandro dos Santos [camisa verde], 21, e Ubiratan de Jesus [camisa preta], 28. Estes dois foram contratados para cometer o crime com a ajuda de dois menores de idade, um deles já está preso e o outro, ainda foragido.
O delegado destacou que Gláucia e Orlando mantinham uma união estável há sete anos, mas a relação foi marcada por agressões físicas, traições, desavenças e desconfiança. As investigações revelaram que, a contragosto da esposa, o empresário vendeu o empreendimento que eles tinham em Siriri por R$ 200 mil, mas não quis dividir o dinheiro.
“Brigas por conta de dinheiro eram constantes no casamento. A vítima não confiava na companheira. Ela fazia uso constante de dinheiro e ele sempre pedia prestação de contas, mas ela se negava. O estopim seria a venda do mercadinho, Orlando depositou os 200 mil reais numa conta e ficava sempre com o cartão e a senha no bolso com medo que ela tivesse acesso e fosse sacar à revelia dele”, relata o delegado Espinheira.Como o crime foi praticado à noite, enquanto a vítima dormia e a propriedade ficava no povoado Coqueiro, na Zona Rural daquele município e, além disso, os acusados não confessaram, a Polícia não conseguiu precisar o modo de atuação de cada um na prática do delito. “Mas temos o registro telefônico que comprova o crime e também provas da movimentação deles se deslocando para o povoado e voltando para casa. Orlando foi alvejado por pelo menos cinco disparos provavelmente efetuados com revólver”, acrescenta o delegado, informando que a arma utilizada no crime também não foi encontrada.
Espinheira destacou que, em um dos depoimentos, Gláucia chegou a questioná-lo sobre o que ele faria se estivesse na situação dela. “Entretanto, ela não demonstra arrependimento, mas reluta em confessar”, afirma o delegado.
Segundo a Polícia, Franklin responde a vários processos em Laranjeiras por homicídio e latrocínio. Ele tinha dois mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça. Ubiratan, Alex Sandro e o adolescente infrator são acusados de vários assaltos e tentativa de homicídio nas cidades de Laranjeiras e Aracaju.
Os acusados foram encaminhados para o sistema prisional nesta terça. O delegado espera concluir o inquérito em até 10 dias, mas ainda aguarda a quebra do sigilo bancário da vítima, que foi solicitada em outubro do ano passado, deferida pela Justiça, mas ainda não realizada pelo Banese. “Nós sabemos que na sexta-feira antes do crime (cometido numa segunda-feira) Gláucia efetuou um saque de R$ 13.500, mas só posso pedir o sequestro da quantia (R$ 200 mil) com o detalhamento da movimentação financeira em mãos, mas não sei por que o Banese ainda não liberou”, observou Espinheira.
Fotos: Will Rodrigues/F5 News

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