Mudanças em fluxo de atendimento do Samu tenta evitar trotes em Sergipe
Em casos de violência urbana, serviço de ambulância apenas prestará assistência após polícia ser acionada
Cotidiano 05/01/2017 11h57 - Atualizado em 05/01/2017 12h58

Por Fernanda Araujo

Para evitar trotes, o fluxo de atendimento do Samu 192 Sergipe passou a ter algumas mudanças este ano para as ocorrências de violência urbana. Em casos de cenas inseguras, como agressão física, ferimento por arma branca ou arma de fogo, que representam entre os principais atendimentos do Samu no estado, o serviço pré-hospitalar móvel apenas prestará assistência após a polícia ser acionada.

Conforme o novo protocolo, a pessoa que for solicitar ambulância terá também que ligar para o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), através do 190, que por sua vez colherá as informações e acionará a viatura policial. Só depois disso o médico regulador do Samu deverá ligar para o Ciosp e confirmar a ocorrência em questão. Daí será encaminhada ou não a ambulância.

Segundo a Superintendência do Samu, após o pedido da ambulância, o médico fará abertura da ficha de ocorrência, deixando a equipe preparada para ir à cena do crime; enquanto o solicitante é orientado a ligar para o Ciosp. Para a superintendente, Lúcia Santos, a mudança foi necessária para evitar trotes e garantir a segurança das equipes.

Em 2016, de acordo com ela, de 100 mil ligações feitas para o Samu com solicitação de ambulância, foram gerados 46 mil atendimentos; os 54 mil ligações restantes eram de ocorrências falsas, em sua maioria, ou orientações médicas.

“Como funcionava: o solicitante ligava para o Samu e o Samu ligava para o Ciosp e avisava a ocorrência. Acontece que muitas vezes que o Samu passou a ligação para o Ciosp não eram ocorrências verdadeiras. A gente teve que fazer essa pequena alteração. Combinamos que de dois a três minutos o Samu liga para o Ciosp e vê se a pessoa confirmou a ocorrência”, explica a superintendente.

Segundo Lúcia Santos, nestes casos a polícia deve ter contato direto com o solicitante para obter informações necessárias para enviar viaturas e ser a primeira a chegar à cena. A estratégia, na avaliação da superintendente, não deve aumentar o tempo resposta do Samu.

“Nesses dias que estamos trabalhando dessa forma as equipes estão indo para as cenas com segurança, a polícia está indo com efetivo necessário e não tem dados de retardo de atendimento. O tempo resposta depende da ocorrência, que acontece em todo o estado. O Ministério da Saúde preconiza o menor tempo possível. Em Aracaju, o tempo é menor, geralmente chega de 10 a 15 minutos. Trabalhamos com essa meta de chegar rápido, agora depende muito de onde aconteça. O que precisa é de ajuste de processo de trabalho da polícia e do Samu, para que a gente chegue ao menor tempo resposta”, afirmou.  

Porém, a Superintendência do Samu entende que não é interessante a pessoa ligar para o Samu e para a polícia. Para corrigir esse ponto Lúcia Santos acredita que o serviço de ambulância deve agregar tecnologia. “Na próxima semana teremos reunião com  a SSP e a Secretaria de Saúde para a gente ver o que o sistema do Samu precisa ter para poder transferir o número do solicitante direto para a polícia, e o solicitante não ter que ligar duas vezes”, acrescenta.

O protocolo

A estratégia faz parte de uma ação emergencial, definida em reunião entre representantes do Comando de Policiamento do Interior e da Capital, CIOSP, Complexo Regulatório, Samu 192 Sergipe, Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) e Secretaria de Estado da Saúde (SES). 

Foto: arquivo F5 News

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