MPT ajuíza ação para regularizar transporte dos garis em Aracaju
Cotidiano 15/03/2016 15h50Da Redação
O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) ajuizou, nesta terça-feira (15), uma ação civil pública contra o Município de Aracaju e as empresas Torre Empreendimentos Rural e Construção Ltda e Cavo Serviços e Saneamento S/A, para regularizar o transporte dos coletores de lixo (conhecidos como garis) que prestam serviço na capital sergipana.
Na ação, além da proibição do transporte irregular nos estribos e partes externas dos caminhões de lixo, foi requerida a utilização de transporte auxiliar (carro de apoio) para deslocamento dos trabalhadores, em veículos de passageiros, tanto no transporte de ida, como de volta, até o local dos roteiros e rotas, bem como durante a realização do serviço de limpeza urbana e coleta de resíduos sólidos.
De acordo com o procurador do Trabalho Raymundo Lima Ribeiro Júnior, desde fevereiro deste ano, o Município de Aracaju e a Emsurb já tinham sido notificados pelo MPT para fiscalizarem as empresas da coleta de lixo. "Mesmo assim, continuaram permitindo o transporte ilegal dos trabalhadores, tanto que a empresa Cavo, nos primeiros dias de prestação de serviços, foi flagrada transportando os trabalhadores de forma ilegal e insegura", observa o procurador.
Para Raymundo Ribeiro, a forma como os trabalhadores são transportados representa grave e iminente risco à saúde e à vida deles. “Além de violar o art. 235 do Código de Trânsito Brasileiro, que expressamente proíbe a condução de pessoas nas partes externas dos veículos, contraria gravemente os parâmetros de segurança que regem o transporte de trabalhadores, como as NR's 18 e 31 do MTPS e a NBR 14599 da ABNT. Ainda, existe o crime do art. 132, parágrafo único, do Código Penal. É uma situação fora da lei", assevera.
Em decorrência dos danos causados, o MPT-SE pleiteia indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 20 milhões, tendo como parâmetro o número de trabalhadores prejudicados, a relevância dos direitos violados e o caráter pedagógico que se espera da condenação, a fim de que a conduta seja regularizada e que os ilícitos não voltem a ocorrer.
Na tarde desta terça acontece uma audiência extrajudicial entre as partes citadas na sede do MPT para tratar sobre o assunto.
*Com informações do MPT/SE
foto: Enviada por internauta ao F5 News

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