MPE vai investigar caso de criança que teve perna amputada em hospital
Médico aponta dúvidas sobre atendimento realizado
Cotidiano 19/10/2012 15h18

Por Fernanda Araujo

Uma menina, de apenas 10 anos de idade, foi atropelada por uma moto no município de Estância no dia 03 de outubro deste ano. No mesmo dia ela foi levada ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) onde constatou fratura de fêmur na perna direita e de tíbia na perna esquerda. Já no processo cirúrgico no dia 09 do mesmo mês, também se constatou uma oclusão arterial na perna esquerda, a qual foi amputada.

Porém, a questão levanta dúvidas com relação à assistência médica que a menina recebeu, e se poderia evitar a amputação. O médico ortopedista do Huse, Daniel Bispo, que acompanhou o caso, aponta que a oclusão somente foi detectada seis dias depois da menina ter sido atendida no hospital. Para ele a dúvida é se a detecção do problema não foi possível ou simplesmente não foi feita.

“A oclusão foi consequência da lesão nas pernas que ela sofreu no acidente. Foi constatado problema de oclusão arterial e não de osso. Para preservar a vida dela por causa dessa oclusão, o médico afirmou que a perna foi amputada. Talvez se tivesse detectado no início do atendimento no Huse, a amputação poderia não ter ocorrido. Por isso, vai haver uma análise técnica para saber o motivo que clinicamente essa oclusão não foi detectada, se não foi possível ou não foi feita. Essa é a questão”, afirma.

O responsável pela internação da paciente foi o médico Kléber César. Neste momento, a Superintendência do Huse informa que o caso foi encaminhado à Comissão Ética do próprio hospital. O MPE vai investigar as condições de assistência à criança para saber se houve indício de erro médico ou negligência médica, e designará nova audiência.

O ortopedista Daniel Bispo afirma que a menina passa bem e que se encontra na Pediatria do Huse.

Entenda

A menina teve a perna amputada após um acidente de moto na quarta-feira (03), em Estância. No mesmo dia ela foi levada ao Huse regulado pelo Hospital de Estância. Segundo relatos, foi constatada a fratura de fêmur na perna direita e de tíbia na perna esquerda sem relato de lesão vascular. No atendimento, foi detectado através de exames clínicos e laboratoriais que não havia condições de cirurgia porque a menina apresentava anemia; por isso se aguardou a estabilização clínica da paciente com transfusão de sangue. Na segunda-feira (08), já no centro cirúrgico, foi detectada uma oclusão arterial. A paciente foi submetida a uma arteriografia, onde se constatou a oclusão circulatória total e irreversível, somente sendo possível solução com a amputação para preservar a vida da paciente já na terça-feira (09).

Segundo um artigo disponível no site Liga Acadêmica Vascular, “a oclusão arterial é um bloqueio a passagem do sangue por uma artéria terminal, o que ocasiona uma insuficiência sanguínea, prejudicando o metabolismo celular colocando em risco a vida do paciente. A determinação e a desobstrução da causa deverão ser feitas o mais precocemente possível, para que se obtenham resultados favoráveis”.

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