MPE recomenda moderação nos gastos com o Forró Caju 2015
Moradores ingressam com ação no MPE pedindo suspensão da festa Cotidiano 11/06/2015 12h55Por Will Rodrigues e Elisângela Valença
O Ministério Público Estadual (MPE) expediu uma recomendação para que Prefeitura de Aracaju aja com moderação nos gastos com a realização do Forró Caju deste ano. Segundo o órgão, a PMA deve evitar “vultosos gastos de recursos dos cofres públicos municipais para a contratação de artistas de renome nacional, regional ou quaisquer outros que demandem despesas com grandes somas ou irrazoáveis, bem como a contratação de palco, iluminação, segurança e sonorização, enquanto perdurar a situação crítica na saúde e em outras áreas”.
Considerando o critério da conveniência, o MPE sugeriu que a festa seja mantida “com a utilização de bandas e trios locais, sem maiores custos e sem despender recursos de outras áreas, tais como saúde, meio ambiente, educação, dentre outros”. A recomendação foi assinada pelas promotorias Especializadas dos Direitos à Saúde Pública da Capital e da Promotoria do Patrimônio Público.
Entre outros fatores, os promotores levaram em consideração a alegação da PMA de falta de recursos públicos para não cumprir decisões judiciais; a atual conjuntura da saúde, com carência em sua assistência; a existência de procedimento extrajudicial na Curadoria do Patrimônio Público para apurar a vultosa quantia empenhada na realização da festa e também a reclamação a alegação da PMA de ausência de recursos para a realização da macrodrenagem da Zona de Expansão, inclusive com o descumprimento de medidas liminares concedidas nos autos de um processo em andamento na Justiça Federal de Sergipe.
Suspensão
No começo dessa semana, o Conselho das Associações de Moradores dos Bairros Aeroporto e Zona de Expansão (Combaze) e a Associação de Moradores do Largo da Aparecida, do bairro Jabotiana, entraram com pedido no MPE pela suspensão do Forró Caju 2015.
Segundo a presidente do Combaze, Karina Drumond, a ação não é contra a festa, mas pela coerência. “A Zona de Expansão vem sofrendo há anos com a falta de drenagem e esgotamento sanitário. Com o temporal de maio, muitas famílias foram prejudicadas e a Prefeitura faz uma festa com recursos próprios?”, questiona.
“Por conta de paralisação de obras no canal Beira Mar e no canal Santa Maria, famílias dos residenciais JC Barros, Portal do Sul, Santa Clara e bairros 17 de Março e Santa Maria sofreram com o último temporal. O argumento da prefeitura é que não tem dinheiro, mas vai bancar metade dos R$ 7 milhões que vai custar o Forró Caju. Falta dinheiro ou prioridade?”, questiona mais uma vez.
Festa Barata
No lançamento da programação do Forró Caju 2015, no último dia 22 de maio, a PMA informou que a edição deste ano será a maior e mais barata dos últimos oito anos, mas não apresentou o comparativo dos anos anteriores.
Em 2015, a festa terá 232 atrações, entre elas 207 locais e receberá um investimento de R$ 7,5 milhões, sendo a metade dos recursos obtida com patrocinadores. No ano passado, o Forró Caju custou R$ 7 milhões e teve a participação de 300 atrações, sendo 35 nacionais.
A 23ª edição do Forró Caju acontece entre os próximos dias 19 a 29 na Praça Hilton Lopes, região dos mercados centrais de Aracaju.
Prefeitura
A PMA divulgou nota na tarde desta quinta-feira informando que o MPE está correto em manifestar essa preocupação. "Esse também é o pensamento da Prefeitura, que procura trabalhar para a realização de tão importante evento, que emprega diretamente e indiretamente mais de 30 mil pessoas, e faz girar na capital mais de R$ 35 milhões, através da rede hoteleira, taxistas, bares, restaurantes, comércio em geral, músicos, entre diversos outros segmentos beneficiados.
Foi dada na programação do evento atenção especial para os artistas da terra, que representam a grande maioria das atrações - cerca de 80%. Sentindo a necessidade de contratar algumas bandas de renome nacional, como forma de atrair público, em especial turistas que chegam a lotar hotéis, shoppings, bares e restaurantes, a Prefeitura procurou parceria com a iniciativa privada, no que obteve sucesso, com as empresas arcando com grande parte dos custos. Dessa forma, não haverá gastos excessivos do poder municipal, seguindo, assim, o mesmo pensamento do MPE", afirma a PMA.

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