Movimentos Sociais protestam contra reforma de praça em Aracaju
Alegação é que recursos deveriam suprir demandas mais urgentes Cotidiano 19/05/2016 15h45Por Will Rodriguez e Ana Rolemberg
Moradores de pelo menos nove bairros de Aracaju ligados a Movimentos Sociais protestaram, nesta quinta-feira (19), contra a reforma da Praça Fausto Cardoso, no Centro da capital. Os manifestantes contestam o montante utilizado para custear a obra, que na ótica deles, deveria ser utilizado em demandas mais urgentes.
O representante da Nação Hip Hop Brasil-Sergipe, Anderson Hotblack, entende que a atual administração tem demonstrado desatenção com as demandas das comunidades carentes. Segundo ele, nos últimos quatro anos não houve diálogo com as associações de moradores e agremiações de juventude. “Houve silenciamento e prioridade em bairros mais abastados, povo da periferia tem sido esquecido e sofrido sem serviços básicos”, afirma.
A obra está orçada em R$ 700 mil e tem um prazo de 120 dias para ser concluída. O presidente em exercício da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Edval Gois, defende que esses recursos deveriam ser aplicados em reforma de praças em áreas mais carentes da cidade e outros segmentos. “A obra começa com R$ 1 milhão e, ao final, se gasta muito mais que isso para fazer uma obra que não é urgente. A periferia toda de Aracaju enfrenta dificuldades com a limpeza urbana que piorou muito após a mudança da empresa, o transporte público nessas localidades é ruim, nos postos de Saúde faltam remédios e médicos, inclusive estes profissionais estão em greve”, elencou.
F5 News procurou a assessoria de comunicação da Prefeitura de Aracaju para falar sobre o assunto. Em nota enviada na noite desta quinta, a Administração afirma que os recursos da obra são provenientes de emenda federal. "A obra consiste em revitalização de todo o espaço, com restauração de todos os coretos, troca de iluminação, recuperação das pedras soltas e locais com afundamento de piso. Por serem diversos serviços em toda a extensão da praça, e cumprindo recomendação da Ministério do Trabalho, a Prefeitura isolou toda a área da praça enquanto durarem os serviços, garantindo a segurança dos pedestres e dos trabalhadores que atuam no local. A reforma consiste ainda na recuperação de rampas para deficientes físicos, além da reparação na iluminação de toda praça com lâmpada a vapor de sódio. Construção de bancos com encosto, recuperação de mesas e bancos em madeira, colocação de tampas de concreto para caixas de passagem, colocação de lixeiras em fibra de vidro e colocação de grama esmeralda. Além da pintura de faixas de pedestres e estacionamentos", esclarece a PMA.
No documento o secretário de Comunicação Carlos Batalha ainda afirma que "ao contrário do que vem sido dito, provavelmente com intenções políticas, a Prefeitura vem desenvolvendo trabalhos importantes em diversos bairros da cidade, inclusive com reforma em 33 praças. Somente no 17 de Março, por exemplo, são R$ 100 milhões em recursos investidos, com obras que incluem drenagem, pavimentação, saneamento básico e construção de creche, escola e maternidade, CEUs, ligação com a avenida Alexandre Alcino, Unidade de Saúde e outros".

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