Movimentos sociais de transporte público se reúnem para definir ações
Cotidiano 22/03/2014 13h43

Por Fernanda Araujo

Após um ato na quarta-feira (20) no terminal do Distrito Industrial de Aracaju contra o pedido do Setransp para aumentar o preço da passagem de ônibus, uma reunião foi realizada na manhã deste sábado (22) com movimentos sociais de transporte público em frente ao Teatro Tobias Barreto, por um transporte público de qualidade. Poucos representantes compareceram, mas segundo o integrante do Movimento Não Pago, Flávio Marcel (abaixo), algumas decisões básicas de mobilizações serão tomadas hoje e depois serão passadas para os outros movimentos.

Além do Não Pago, estiveram presentes representantes dos movimentos Coletivo Um Passe a Frente, da Universidade Federal de Sergipe, da UJC – União da Juventude Comunista, do Coletivo Direito Único e um representante secundarista. “Agora com o anúncio da Prefeitura colocando que não vai aumentar o preço da passagem, porém não de forma oficial, e a SMTT também rejeitou, a gente veio discutir com representantes de vários movimentos para decidir as próximas mobilizações, e como ter acesso à nova planilha de custos do Setransp”, disse Flávio Marcel.

As empresas filiadas ao Setransp querem cobrar R$ 2,71 pela passagem, o que representa um aumento de 15,48% em relação ao preço atual, de R$ 2,35, em vigor desde junho de 2013. “Desde que nos organizamos em 2011 pedimos as planilhas de custo do Setransp e só o ano passado conseguimos e a partir da análise descobrimos que a tarifa deveria ser R$ 1,92, agora com essa nova proposta de aumentou queremos ter acesso novamente”, reitera Marcel. Segundo ele, ainda circular o processo no Judiciário de Sergipe sobre a tarifa de ônibus que o Não Pago julga abusiva e estabelece que o valor seria de R$ 1,92. Marcel afirma que o processo seria julgado este mês, mas como o relator está em férias provavelmente deve ser analisado em abril.

Os integrantes dos movimentos pedem uma auditoria nas planilhas de custo do Setransp, segundo eles, para provar os erros da tarifa, porém o Setransp não cogita a hipótese de disponibilizá-la para análise. “As pessoas ficam sem saber o que paga de fato. Se a SMTT participasse dessa análise conosco seria bom. Na planilha está incluso a renovação da frota, mas não colocam isso. Essa é a importância, inclusive para provar para os rodoviários que eles podem ter aumento do salário sem aumento da passagem. Pedimos transparência”.

Apoio aos rodoviários

Eles também encabeçaram apoio aos rodoviários que estão em processo de reivindicações com possibilidade de greve. Os manifestantes entendem que a melhora no sistema de transporte deve primeiro passar por melhorias nas condições dos trabalhadores que lidam com o transporte todos os dias.

“Trabalham oito horas, mas às vezes tem que dobrar sem opção de escolha, tem dupla função de motorista e cobrador, o que é contra a lei, isso tudo torna precário o sistema. Melhorando o trabalho deles vai melhorar a situação dos usuários e todo o sistema de transporte. Estamos dialogando com eles, e juntos vamos tentar dialogar com a prefeitura. Estaremos presente na assembleia da categoria prevista para a próxima terça-feira, que estão com indicativo de greve. Se sair a greve, estaremos acompanhando”.

Transporte alternativo

Os movimentos também defendem os táxis considerados clandestinos, como um transporte alternativo para a mobilidade urbana.

“Não só o ônibus é importante para desafogar o trânsito, mas além dele deve ter outras alternativas, como a bicicleta, e os táxis considerados clandestinos, mas que chamamos de táxi alternativo. Hoje o transporte público não supre a necessidade de alguns bairros, por exemplo, no Santa Maria, o alternativo vem para agilizar a mobilidade do trabalhador. É uma forma barata para aqueles que não têm condições de pagar um táxi normal. Defendemos esse transporte também porque é muitas das vezes a única forma de sustento do trabalhador”, argumenta Flávio Marcel.

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