Morte ex-procurador: viúva teria sido ameaçada antes do acidente
Casal começou a brigar após uma suposta tentativa de estupro Cotidiano 13/08/2015 18h30Por Will Rodrigues e Fernanda Araujo
Acontece nesta quinta-feira (13), a segunda audiência de instrução e julgamento dos acusados pela morte do ex-procurador do Estado de Sergipe Antônio Melo de Araújo, 63 anos, em abril deste ano. A audiência foi presidida pela juíza Olga Barreto, da 5º Vara Criminal no Fórum Gumersindo Bessa. A imprensa foi autorizada a acompanhar a audiência, mas sem registrar imagens ou áudios.
Estão sendo julgados Anoilza Santos Gama Melo de Araújo (viúva de Antônio e indiciada como a mentora do crime, está presa), Gabriel Ernesto Nogueira de Oliveira (namorado de uma das filhas de Anoilza – segundo a polícia responsável por contratar os executantes), Manoel Nogueira Neto (pai de Gabriel Ernesto, apontado como responsável por conseguir o veículo utilizado no atropelamento) e Felipe Dias Gomes (genro de Anoilza). Os advogados dos réus disseram que ainda não vão falar com a imprensa.
Nesta quinta, a juíza ouve 20 testemunhas restantes de acusação indicadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) e as de defesa. Após a audiência, a mãe de Felipe Dias conversou com a reportagem de F5 News e voltou a pedir justiça.
“Quero meu filho andando de cabeça erguida, porque isso destruiu a nossa família, meu filho está preso no Cope. Quando for provado que ele é inocente, vou chamar a imprensa e querer retratação. A prisão dele foi um erro. Por que ele está respondendo preso, se nem os acusados foram presos? Quero justiça como todos, que peguem quem matou e quem teve participação”, disse Mônica Dias.
As investigações da Polícia Civil apontaram que o ex-procurador teria sido atropelado propositalmente por dois homens que estavam em um veículo Polo, de cor prata, com placa de Alagoas. O carro foi abandonado em uma estrada vicinal cerca de 500 metros do local onde ocorreu o fato e os homens fugiram em um táxi. Eles foram filmados pelas câmeras de segurança de um Posto de Combustíveis na Avenida Tancredo Neves, mas até hoje ainda não foram encontrados. O taxista detalhou o contato com os suspeitos.“Eles usavam óculos escuros e entraram no carro com um negócio enrolado no braço, fiquei com medo da atitude deles. Pediram para ir rápido porque estavam atrasados para pegar um ônibus na Rodoviária Nova. A corrida deu R$ 45 reais. Quando voltei para onde eu tinha encontrado eles, vi o aglomerado de pessoas e o Samu. Conversei com algumas pessoas e desconfiei que poderia ter pego os envolvidos no acidente”, disse o taxista.
Os promotores de Justiça Deijaniro Jonas Filho e Rogério Ferreira da Silva acompanharam os depoimentos. Em um deles, um dos vizinhos do casal afirmou que Antônio tinha problemas relacionados ao alcoolismo e o crime teria sido motivado porque o ex-procurador teria tentando estuprar uma das filhas de Anoilza. Então, o casal começou a ter várias discussões e viver separados dentro de casa. Segundo a testemunha, Anoilza disse que estaria sendo ameaçada de morte por querer o divórcio.
Também estava entre as testemunhas arroladas na audiência desta quinta, o perito que realizou o exame grafotécnico na carta supostamente deixada pela vítima antes de morrer. O perito preferiu não falar com a reportagem do F5 News.
Os três suspeitos indiciados pelo MPE continuam presos e a ex-mulher do procurador aposentado está detida no Presídio Feminino, em Nossa Senhora do Socorro. No último dia 27 de julho, ela participou da primeira audiência com as testemunhas de acusação.

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