Morte em pousada: professor encontrado morto não foi assassinado
Cotidiano 26/03/2015 12h45Por Fernanda Araujo
Após dois meses de investigações que apuraram as circunstâncias da morte do professor Adalgisio Barbosa Mendonça, 41 anos (foto abaixo) encontrado morto em uma pousada em Aracaju, foi constatado que não houve homicídio, hipótese inicialmente levantada pela polícia. Segundo a delegada do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa, Rosana Freitas (foto principal), os laudos do Instituto Médico Legal e da Força Nacional concluiram que a causa da morte foi hemorragia pulmonar.
A hemorragia, conforme o médico legista explicou à delegada, pode decorrer da ingestão de medicamentos, de substância entorpecente ou estimulante. Também poderia decorrer de veneno, mas esses vestígios não foram encontrados no estômago da vítima. “Por conta disso, essa possibilidade de envenenamento ficou excluída e aguardamos o resultado do exame toxicológico para definir qual foi a substância que causou a hemorragia”, disse.
O professor foi encontrado morto no dia 12 de janeiro deste ano em uma pousada localizada na avenida São Paulo, bairro São Conrado de Araújo. O jovem de 20 anos que estava com o professor na pousada não foi responsável pela morte. O rapaz, que não teve o nome divulgado para não ser prejudicado, informou à polícia que no início da relação sexual o professor passou mal e desmaiou.
“Quando ele percebeu que se tratava de uma morte, ele ficou assustado e, para que o seu nome não fosse vinculado à essa morte ele acabou saindo em desespero, levando consigo o carro da vítima que foi abandonado logo depois. E por uma questão econômica ele acabou vendendo o aparelho celular da vítima, esse fator acabou sendo definitivo para que a gente pudesse chegar à identificação dessa pessoa. Na verdade, se tratou de um encontro esporádico, não era alguém com quem o professor se relacionava. Segundo ele, não é garoto de programa”, afirma.
O jovem responderá, em liberdade, pelos crimes de furto dos pertences da vítima e de danos contra a pousada, pois com o carro do professor ele derrubou o portão do estabelecimento na fuga do local. “Responderá em liberdade uma vez que os crimes de furto e de dano são crimes que, hoje, pela legislação em regra não autorizam a prisão preventiva”, destaca a delegada.
Foto: Fernanda Araujo/F5 News
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