Morte em Pousada: Força Nacional analisa impressões digitais no carro
Apenas uma pessoa ainda não foi ouvida sobre o caso
Cotidiano 15/01/2015 12h00

Por Will Rodrigues

A delegada da 5ª Divisão do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Rosana Freitas, responsável pela investigação da morte do professor Adalgicio Barbosa Mendonça (foto), 41 anos, informou nesta quinta-feira (15) que peritos da Força Nacional vão analisar algumas impressões digitais que foram encontradas no veículo utilizado pela vítima e seu acompanhante, que foi localizado na última terça-feira (13), na zona Oeste de Aracaju. Ainda de acordo com a delegada, cinco pessoas já prestaram depoimentos sobre o caso, restando apenas a oitiva de uma pessoa. “Nós ouvimos funcionários da pousada e agora falta colher o depoimento de uma gestante que ainda está impossibilitada de falar”, afirmou em entrevista à Liberdade FM.

A causa da morte de Adalgicio ainda é uma incógnita. A delegada aguarda a emissão do Laudo Cadavérico e de exames em alguns órgãos do professor para definir como o caso será tratado, se como homicídio ou como morte natural. Até o momento nenhuma possibilidade está descartada.

“O prazo para emissão dos resultados é de 15 dias, mas eu conversei com o diretor do IML e numa análise preliminar ele me passou a informação de que não foram encontradas lesões macroscópicas (visíveis ao olho nu), agora os exames estão verificando a presença de lesões microscópicas. Ele também me informou que, em regra quando uma pessoa é vítima de asfixia, os pulmões apresentam uma deformidade que pode ser facilmente percebida, mas no caso do professor nenhuma lesão foi encontrada nesse órgão, mas isso não descarta a possibilidade de esganadura, asfixia ou enforcamento”, revelou Rosana Freitas (foto ao lado), lembrando que se for comprovado que a morte se deu por causas naturais, o caso poderá passar a ser considerado um roubo, uma vez que, ao sair do estabelecimento, o acompanhante levou os pertences de Adalgício.

A identidade da pessoa que estava com o professor na pousada também continua sendo um mistério para a Polícia. “As imagens do circuito interno de TV mostram o professor chegando ao local, mas não fica visível o rosto do acompanhante. E quando o carro está saindo, também não conseguimos identificar o condutor”, pontuou. Após a conclusão das investigações, o carro do professor, um Ford Focus HcC Flex - 2010/2011 – Prata - Placa NVK 1738, será devolvido à sua família.

O professor Adalgicio Barbosa Mendonça (foto ao lado) foi encontrado morto no chão do quarto de uma pousada na avenida São Paulo, zona Oeste de Aracaju, no final da tarde da última segunda-feira (12). Ele havia chegado ao local por volta das 16 horas e duas horas depois, um funcionário do estabelecimento constatou o fato. O acompanhante de Adalgicio saiu do local levando o carro, a carteira, o aparelho celular da vítima e ainda derrubou o portão de acesso ao local.

 

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