Morre o fotógrafo Jairo Andrade, o "Veio Jairo"
Cotidiano 09/08/2016 16h19

Da Redação

Faleceu na tarde desta terça-feira (09), em Aracaju (SE), aos 82 anos, o fotógrafo e ex-professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Jairo Andrade, conhecido como 'Veio Jairo'. Jairo fez a história da fotografia em Sergipe e recentemente, recebeu a Medalha do Mérito Cultural, outorgada pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria de Cultura (Secult), pelos trabalhos prestados em prol da Cultura do Estado.

O corpo será velado à partir das 17h no Cemitério Colina da Saudade e o enterro amanhã (10), às 10h.

Confira abaixo uma breve biografia escrita por Antônio Gonçalves

"Jairo de Araújo Andrade, ou apenas Jairo Andrade, também responde pelo nome de “Veio Jairo”, como é conhecido entre os amigos. Nascido em Santo Antonio de Jesus (BA), em 1934, teve cinco filhos. Chegou em Sergipe à passeio em 1969, ocasião em que encontrou o então médico Nestor Piva. Este o convidou para trabalhar na Universidade Federal de Sergipe (UFS), recém fundada, e que necessitava de um fotógrafo para ajudar na realização de exames da Faculdade de Medicina.

Antes de sua chegada à Sergipe, trabalhava na Universidade de São Paulo (USP), quando já participava de movimentos de resistência ao regime militar. Chegando em Sergipe ficou um pouco afastado do movimento por não conhecer ninguém. Porém, em 1974, resolveu voltar a estudar. Passou no vestibular de História e no curso conheceu pessoas que naquele momento estavam iniciando alguma atividade de resistência ao regime militar, lutando pela redemocratização do país.

Por ser o mais idoso da turma, recebeu o carinhoso apelido de “Velho Jairo”. Com o passar do tempo, se integrava cada vez mais com os colegas, ampliando seu círculo de amizades, principalmente nas “farras” que participava junto com os estudantes jovens da UFS, que na época, poderiam ser chamados de seus filhos. Remonta desse período grandes amizades que perduram até hoje.     

Rui Belém, Mestre em história pela UFS, amigo e colega de universidade em 1974, relata: “Desde aquela época sempre estivemos juntos em lutas constantes, em bares, em movimentos sociais e políticos. Jairo sempre foi atuante, sempre perseguiu a idéia e o compromisso com a transformação social de Sergipe, do Brasil e do mundo. Jairo sempre foi uma pessoa que dizia que a sociedade brasileira precisava ser modificada visando à igualdade social e a democracia”.

Como fotógrafo da UFS, registrou momentos marcantes dos primeiros Festivais de Artes de São Cristóvão (FASCs). Nos encontros e eventos em que os amigos participavam, levava sempre a sua máquina fotográfica. Por isso, pode-se afirmar que talvez seja o fotógrafo sergipano, afinal, há muito ele deixou de ser baiano para ser um verdadeiro e grande sergipano, que mais tenha registrado a história de resistência ao regime militar, a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e os movimentos sociais de reivindicações".

 

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