Moradores do Olaria conseguem ampliação da oferta de ônibus coletivo
Cotidiano 02/03/2016 15h10

Por Will Rodrigues

Os moradores do bairro Olaria, na Zona Oeste de Aracaju, estavam na bronca com a má qualidade do serviço de transporte público ofertado naquela localidade. O único ônibus que atende a região além de velho, parava de rodar aos finais de semana. Nesta quarta-feira (2) representante da comunidade esteve no Ministério Público Estadual (MPE) para cobrar uma solução ao problema e saiu de lá com a promessa de que a oferta do serviço seria ampliada.

O líder comunitário, Carlos Augusto Barreto, conta que o problema se arrasta há mais de um ano e apesar de procurar a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) e a empresa responsável pela Linha, nunca houve solução. “O carro foi instalado no dia 24 de novembro de 2014 e após quinze dias começou a quebrar constantemente por falta de conservação já que era um veículo sucateado com dez anos de uso”, aponta.

Durante a audiência extrajudicial desta quarta, o diretor de operações da Empresa Atalaia, Emanuel Lima, informou que não há possibilidade de destinar um veículo longo para fazer a linha 612 (São Conrado/Mercado), uma vez que, em função do estreitamento das vias naquele bairro, o carro ficaria impossibilitado de circular. No entanto, segundo o gestor, o micro-ônibus que já atende a reunião foi reformado e passará por manutenções preventivas semanalmente.

A empresa ainda se comprometeu a estender o horário de funcionamento do veículo que a partir da próxima segunda-feira (7) também deve começar a circular aos sábados, domingos e feriados das 6h às 14 horas.

A SMTT alega que realizou um estudo e constatou que o micro-ônibus utilizado para atender àquela comunidade é suficiente por conta da pequena demanda e da existência de outras linhas nas imediações que podem suprir a necessidade dos moradores da região. Caberá ao órgão fiscalizar o cumprimento dos acordos firmados entre a empresa e a comunidade.

A promotora dos Direitos do Consumidor, Euza Missano, que conduziu a audiência, destaca a importância da garantia de qualidade do serviço prestado e alerta outras comunidades para que recorram ao seu direito. “Qualquer não cumprimento do que foi ajustado aqui, a comunidade deve voltar ao MPE para que a gente adote as medidas judiciais pertinentes. As comunidades que tiverem problemas com relação ao transporte público, denunciem ao MPE porque é obrigação garantir um transporte de qualidade para a população”, adverte.

Foto Ilustrativa

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