Moradores do Jabutiana caminham por um bairro mais saudável
Cotidiano 14/11/2014 11h51Por Fernanda Araujo
"Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam suas mãos para cultivá-las", é com essa frase de Augusto Cury que moradores, estudantes de escolas estaduais e particulares, líderes comunitários e a associação de moradores do Sol Nascente e do Santa Lúcia, em parceria com instituições públicas e privadas, participaram, na manhã desta sexta-feira (14), da 13º Caminhada Ecológica “Construindo um Jabutiana Saudável”. A ação é organizada todos os anos pela equipe da Unidade de Saúde Familiar Manoel de Souza Pereira, do bairro, junto com o Conselho Municipal de Saúde.
Segundo a gerente da unidade, Priscila Silveira dos Santos, a cada ano a adesão e o entusiasmo aumentam, e o objetivo é alcançado. O intuito da caminhada é chamar a atenção da comunidade e sociedade em geral para ter a responsabi
lidade com meio ambiente. “O meio ambiente dá resposta positiva ou negativa para você, se você fizer coisas positivas ele vai retornar com coisas boas. Se for negativa retorna com coisas ruins. Por isso é preciso prevenção, a nossa saúde é o retorno do que o ambiente nos traz. Mosquito, esgoto são coisas ruins, mas se a gente cuidar do lixo e tratá-lo, por exemplo, vai trazer benefícios à sociedade”, afirma.A pequena estudante Bárbara Moraes, da Escola Estadual Professor Manoel Franco Freire, já aprendeu. “A gente tem que respeitar o meio ambiente. Não jogar lixo no chão. Estou achando muito bom participar da caminhada, é a primeira vez”, diz.
Já o Movimento Sociedade Jabutiana Viva, que participa há cinco anos, levou às ruas o alerta para o recolhimento e reciclagem do óleo de cozinha. O movimento é formado por aposentados, professores, donas de casa, profis
sionais liberais e bancários que, ao ver o crescimento do bairro onde moram, diante da especulação imobiliária, começaram a tomar atitudes, uma delas denunciando, inclusive, a poluição do Rio Poxim.“O Recicle Óleo é primeira iniciativa de coleta de óleo de cozinha residencial em Sergipe. Esse é um projeto em que a gente conta com a parceria da Associação de Moradores e do Instituto Federal de Sergipe (IFS). A gente sensibilizou os moradores do bairro para quando utilizar o óleo de cozinha, armazenar em garrafas pet e entregar no Ecoponto que fica na avenida Cezartina Régis, do conjunto Sol Nascente. Já mobilizamos as residências e as escolas para fazer essa coleta”, relata Flávia Moreira, professora do curso de Saneamento Ambiental no IFS e integrante do Movimento.
Segundo a professora, o recolhimento e a reciclagem do óleo evitam a contaminação ambiental, entupimento das pias nas residências e que, por não haver tratamento de esgoto, seja l
ançado no rio Poxim. “Cada litro de óleo é responsável pela contaminação de 20 mil litros de água”, diz.Além disso, a ação também garante a geração econômica e ajuda a questão social dos moradores. “O óleo é direcionado para uma empresa sergipana que faz a reciclagem, ora transforma em sabão, ora vendem para a indústria de produtos de limpeza. Combustível e ração animal são uma das aplicações que podem ser feitas. Cada litro de óleo que arrecadamos a empresa recebe e retorna em sabão em barra, assim distribuímos às comunidades carentes do bairro”.

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