Moradores do Coqueiral fecham ponte entre Aracaju e Socorro
População reclama dos transtornos das chuvas e falta de Infraestrutura Cotidiano 27/05/2015 11h04Por Elisângela Valença
Os moradores do bairro Coqueiral, zona norte de Aracaju, fizeram um novo ato na manhã desta terça-feira (27). “Nós fizemos um ontem dentro do bairro, mas não surtiu efeito. Então, viemos para a ponte para ter atenção”, disse Edenilde Nascimento Santos, moradora do bairro há 17 anos.
A ponte a que ela se refere é a que liga as cidades de Aracaju (pelo bairro Coqueiral) e Nossa Senhora do Socorro (pelo conjunto Marcos Freire), mais conhecida como ‘ponte do Marcos Freire’. Por volta das 6 horas, os moradores bloquearam a pista ateando fogo em pneus.
Eles reclamam que a demora nas obras de urbanização da região do morro do Coqueiral geraram muitos danos com a chegada da chuva. ”A água desceu morro abaixo trazendo muita lama e encontrou mais lama nas ruas, invadindo as casas”, conta Edenilde. “A prefeitura disse que vai vir tirar a lama, mas a gente precisa de melhoria definitiva”, reforça.
“Só conseguimos liberar a via [o que aconteceu por volta das 8 horas da manhã, quando os bombeiros conseguiram apagar o fogo e limpar as pistas] por causa deste contato, porque os moradores estavam firmes com as reclamações”, relata o 2º tenente Nilton Melo, do 8º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
A Empresa Municipal de Obras Públicas (Emurb) se pronunciou através da Assessoria de Comunicação (Asscom) dizendo que a obra está paralisada por falta de repasse de verbas, mas não soube precisar há quanto tempo está paralisada e qual o valor do débito da Prefeitura de Aracaju com a empresa. “Nossas equipes já iniciam hoje a limpeza da área como uma ação paliativa”, informa Ademar Queiroz, assessor da Emurb.
Desmatamento
Segundo José Denilson Celestino, presidente da Associação de Moradores do Coqueiral, o problema não está somente na falta de obras de urbanização e outros dois fatores se somaram a isso e vieram à tona com a chuva intensa dos últimos dias.
O primeiro é o local construído. “A área mais atingida foi um conjunto de casas construída no desnível do terreno, que forma uma espécie de bacia. Sem a drenagem correta, que viria com a urbanização, a água fica acumulada ali”, comenta Denilson.
O segundo problema foi o desmatamento numa região ao lado do morro. De acordo com os moradores, um empresário, conhecido apenas por Eduardo, comprou esta área e começou a desmatar para construir, mesmo sem a licença ambiental. “Como esta licença foi negada, eles simplesmente abandonou tudo do jeito que estava. Com a chuva, a terra desceu em enxurrada, colocando casas e vidas em risco”, diz Adenilson.
Consultada, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), através da Assessoria de Comunicação, informou que não há processos referente a esta área, que poderia estar sob responsabilidade da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema).
Também através da Assessoria de Comunicação, a Adema informou que se a licença ambiental foi negada, o papel do órgão ambiental foi cumprido, que caberia à Prefeitura de Aracaju cobrar a recuperação da área, já que era uso do solo.
A Assessoria de Comunicação da Emurb informou que não há nenhum pedido de alvará para construção naquela área e também não há denúncias. “Se a população identificou o risco, poderia ter denunciado para que tomássemos providências a tempo de evitar o que aconteceu com a chuva”, ponta Ademar Queiroz, assessor da Emurb.

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