Moradores do 18 do Forte cobram novo destino para mercado desativado
Emsurb diz que não há projeto do Município para o espaço Cotidiano 26/08/2015 13h28Por Fernanda Araujo
O Mercado Municipal Intendente Alcino Barros, do bairro 18 do Forte, zona norte de Aracaju (SE), inaugurado há 61 anos – em 1954 – funcionou até meados de 1997. Há vários anos, utilizado para a venda de vários produtos, atualmente o espaço está desativado. A situação ficou ruim assim que surgiram as feiras-livres das ruas Cabo Jordino e Xavier de Brito, conforme os moradores. Segundo o taxista e líder comunitário, Valter Jubiaba, já são 18 anos que o antigo mercado não é utilizado pela comunidade.
“Podia ser transformado em uma creche, posto de saúde ou barracão cultural. Há seis anos eles pintaram a parte interna e deixaram aí. O prefeito (João Alves Filho) nasceu aqui, é um bairro vizinho, parece que não sabem o que está acontecendo. Todos os prefeitos das últimas gestões abandonaram”, afirma Valter.
O morador critica ainda as condições das portas e janelas do espaço, e também denuncia que funcionários do mercado estão sendo pagos sem trabalhar. “O dinheiro do povo está sendo gasto a toa, ai tem funcionário de limpeza, diretor e servente ganhando dinheiro sem fazer nada. Eu creio que eles não pagam pelo espaço”, acredita. Valter teme que o mercado se transforme em área privada.
Responsabilidades
F5 News entrou em contato com a assessoria de comunicação da Empresa Municipal de Obras e Urbanismo (Emurb) e a informação passada foi de que a Prefeitura de Aracaju não tem mais interesse no prédio, sendo que a responsabilidade cabe à Secretaria de Estado do Planejamento. Pela assessoria da Secretaria, foi dito que essas questões não são de responsabilidade do órgão e que verificasse com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb).
Pela Emsurb, foi confirmada a responsabilidade pelo antigo prédio. Segundo a assessora Shis Vitória, algumas áreas do mercado foram alugadas por pessoas da comunidade para utilizar em atividades fins, como salão de beleza e oficina.
A empresa explicou ainda que o espaço do antigo mercado dá suporte à feira-livre que é realizada aos sábados, pela manhã, em torno do estabelecimento. “As pessoas utilizam a parte hidráulica para pegar água e utilizar os sanitários. Foi feito uma reforma do telhado e dada toda estrutura da parte hidráulica, recentemente”, disse a assessora.
Até o momento, não há projeto do Município para o espaço. A informação dá conta de que o vereador Valdir Santos (PT do B) pretende torná-lo em um centro cultural, o projeto está em tramitação e aguarda decisão do prefeito João Alves Filho.
Fotos: Fernanda Araujo

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