Moradores do 17 de março revelam presentes que dariam pelos 162 anos de Aracaju
Cotidiano 17/03/2017 07h30 - Atualizado em 17/03/2017 09h04

Por Will Rodriguez

Ele traz em seu nome a data de fundação de Aracaju, foi concebido para ser um bairro modelo, mas até quem passa rapidamente pelo 17 de março, na zona sul, percebe que é uma das áreas menos beneficiadas pelo poder público. Neste dia em que a capital sergipana celebra 162 anos, o F5 News foi ouvir os moradores da localidade para descobrir quais presentes eles desejariam dar à sua cidade.

Claudisse Souza se mudou para o bairro há um ano. Segundo ela, o melhor presente que Aracaju poderia receber neste aniversário seria o fim da greve dos médicos. “A saúde está um caos, estamos pagando pelos erros dos governantes. Com os médicos, as pessoas teriam mais a qualidade de vida que tanto falam porque a vida das pessoas perdeu a importância”, afirma.


Daniela Santos
mora com a mãe e cria os seus dois filhos no 17 de março. Para ela, a melhor forma de presentar Aracaju seria melhorando a saúde. “Aqui não tem posto, a gente precisa recorrer ao Santa Maria, mas lá empurram para o Santa Tereza e fica nesse jogo de empurra. Quando estava grávida, foi um sufoco para fazer o pré-natal, só revolveu quando procurei a ouvidoria”, revela.


Luciana da Cruz
mora no bairro com seus três filhos, e desejou mais limpeza pública. “Esse lado daqui não é limpo de jeito nenhum, onde moro não limpa. Só limpou hoje porque é aniversário amanhã, só limpam aqui quando tem alguma coisa de importante”, conta.


Leonardo Soares
vive há dois anos no 17 de março e acredita que Aracaju merece ganhar mais segurança. “No momento até existe polícia no bairro, mas o contingente ainda não é capaz de suprir a necessidade, precisamos de mais policiais”, relata.


Reginaldo Dantas
trabalha como jardineiro e mora no 17 de março há quase três anos. Ele acredita que o presente que a capital está precisando é solidariedade. “Eu queria ajudar mais as pessoas, às vezes a gente só precisa doar nosso tempo. Não depende só dos governos, pra ser presente precisa ter a colaboração de todos”, declara.


Eliane Aquino
, a vice-prefeita, não é moradora do 17 de março, mas participou de uma atividade com a comunidade do bairro e desejou presentar Aracaju com Educação. “Queria que toda nossa população tivesse um grau de educação elevado, pudesse ter seus empregos, suas vidas melhoradas, porque a falta da educação atrapalha todo um ciclo de vida”, diz

Os relatos foram obtidos durante a programação que a Prefeitura realizou para comemorar o aniversário da capital, nesta quinta, em parceira com o Instituto Mariana Martins Moura e o Sistema Fecomércio.

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Fotos: Will Rodriguez/F5News

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