Montagner: área onde ator mergulhou era imprópria para banho, mas estava sem sinalização
Cotidiano 16/09/2016 11h43 - Atualizado em 16/09/2016 12h00

Por Will Rodriguez

O local onde o ator Domingos Montagner se afogou, no rio São Francisco, na divisa entre Sergipe e Alagoas, é considerado inadequado para o banho, segundo o Corpo de Bombeiros. No entanto, há pelo menos seis meses as placas de alerta para banhistas foram retiradas do local.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (16), a Secretaria da Segurança Pública (SSP/SE) detalhou os trabalhos de resgate, investigação e liberação do corpo.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Reginaldo Dória, o corpo do ator foi encontrado cerca de 330 metros distante do local onde aconteceu o acidente, a 18 metros de profundidade e preso entre duas pedras. “Isso fez com que a correnteza não o arrastasse para mais longe. Nós fizemos a amarração do corpo e conseguimos trazê-lo de volta a superfície”, explica, acrescentando que o local é de difícil acesso por conta da forte correnteza, profundidade e formação rochosa, elementos que dificultaram a remoção do corpo.

De acordo com a Prefeitura Municipal de Canindé, as placas de sinalização e os salva-vidas foram retirados para a execução de uma obra da região da Orla da Prainha que já foi concluída, mas ainda não foi entregue e permanece sem previsão de quando será. Ainda segundo a Administração Municipal, tapumes foram colocados no local e a iluminação noturna retirada para impedir o acesso de populares.

O Corpo de Bombeiros informou que já há uma recomendação para que os municípios sinalizem os locais impróprios para o banho, mas o trabalho deve ser intensificado para evitar novos incidentes.

Identificação e Investigação

Uma força-tarefa de médicos legistas foi montada, ainda em Canindé, para acelerar a identificação do corpo do ator. Segundo o diretor do Instituto Médico Legal (IML), médico José Aparecido Cardoso, ele foi identificado por meio do exame de papiloscopia. “Colhemos as impressões digitais e comparamos com o material enviado pelo Instituto Nacional de Identificação através da Polícia Federal”, detalhou.

O laudo do IML indica que a morte do ator foi por asfixia mecânica decorrente do afogamento. “Não encontramos elementos que apontassem um possível mal súbito, infarto, fratura ou outra circunstância para a morte”, acrescentou o médico.

Outros laudos periciais devem ser elaborados para conclusão do inquérito policial instaurado pela Polícia Civil, mas conforme informações do delegado-geral, Alessandro Vieira, como se tratou de uma fatalidade, não deve haver responsabilização criminal. “No entanto, precisamos reunir todos os elementos que comprovem a morte acidental”, concluiu. 

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