Mobilização Não Pago reúne mais guardas municipais que manifestantes
Cotidiano 20/03/2014 16h41

Por Sílvio Oliveira

Uma mobilização ocorrida nesta quinta-feira, 20, no terminal de integração do Distrito Industrial de Aracaju, para protestar contra o suposto aumento da tarifa do transporte coletivo,  chamou atenção mais pela presença dos guardas municipal do que pela manifestação. Por vezes, veículos municipais pararam no Terminal para que os guardas descessem e resguardassem a ordem na localidade. Eles não tiveram muito trabalho. A manifestação foi pacífica e não houve catraca livre.

Os integrantes do Movimento Não Pago aguardaram a chegada dos manifestantes, mas poucos responderam ao chamado. Mesmo com a pouca presença, eles fizeram uma ato público para chamar atenção da população de que a afirmação da Prefeitura Municipal de Aracaju, em dizer que não irá aumentar de R$ 2,35 para R$ 2,71, como pretende o Sindicato das Empresas do Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp), não é fato consumado.

Segundo Flávio Marcel, integrante do Movimento Não Pago, a prefeitura afirmou que não irá aumentar para o valor de R$ 2,71, mas deverá autorizar um aumento com um novo valor. “Provavelmente vão enviar uma nova planilha e deverá acontecer o aumento”, afirmou.

Segundo o Movimento, em junho de 2013 foi impetrada uma Ação popular contestando o valor da tarifa, apresentando a existência de fraude no cálculo, contendo a inclusão de preços superfaturados de pneus e combustíveis, o pagamento de salários de motoristas e cobradores em micro-ônibus, além de super salários de pessoal de segurança nos terminais.

Conforme o laudo, se não houvesse fraudes, a passagem deveria ser R$ 1,92. O julgamento da ação ainda não foi realizado e a Setransp não entregou a planilha para análise.

Táxi especial

É certo que quando há aumento de tarifa de ônibus, quem usufrui desse aumento é o transporte alternativo, que observa um crescente fluxo de passageiros. Mesmo assim, representantes dos considerados taxistas especiais dos bairros Coroa do Meio, Augusto Franco e Santa Tereza, intitulados de Movimento Não Paro, participaram da mobilização e disseram estarem ali para apoiar a causa do Movimento Não Pago, ou seja, o não reajuste da tarifa.

Contradições à parte, os taxistas informaram que há uma clientela já estabelecida e que deve haver qualidade no serviço público por um preço justo.

Fotos: Sílvio Oliveira

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