Ministério Público e educadores se somam contra a violência nas escolas
Cotidiano 19/08/2014 11h59Por Fernanda Araujo
Preocupado com a violência nas escolas, o Ministério Público de Sergipe lançou ontem uma cartilha destinada à educação do adolescente e do jovem para uma cultura de paz. A campanha nacional “Cartilha Conte até 10” tem passado em vários estados do país com o objetivo de fomentar, estimular as discussões e debates sobre prevenção à violência nas escolas. Hoje (19), o evento continuou com o curso “Práticas restaurativas nas escolas” ministrada pelo promotor de Justiça do MP d
e São Paulo, Antônio Carlos Ozório Nunes, que também faz parte da Comissão da Infância e Juventude do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), de Brasília. Participaram diretores, coordenadores e professores de escolas estaduais da Grande Aracaju e da cidade de Itabaiana.Segundo dados do promotor, Itabaiana e Aracaju estão entre as 100 cidades mais violentas do país, morrem 28 mil jovens a cada ano, sendo 65% negros. “É como se derrubássemos oito aviões lotados todo o mês. Isso é preocupante e chocante. Essa campanha é o começo de uma longa caminhada”, disse. Para Ozório é importante que a sociedade e a escola esteja preparada para discutir, refletir e encarar o problema da violência e as formas de enfrentamento em sala de aula e na rua. “Precisamos encarar o conflito como algo inerente na nossa vida, mas o conflito tem que ser bem gerenciado e trabalhado. É por isso que não podemos deixar o conflito se transformar em violência”, completa.
De acordo com o promotor, as políticas públicas são os mais importante que podem ser oriundas das próprias escolas com base na criatividade. Mas também é preciso investimento, conselho tutelar, saúde e assistência social atuantes nos municípios, nos estados e dentro da casa do aluno. O Conselho de Brasília
realiza uma pesquisa nacional com a comunidade escolar para induzir políticas públicas nas escolas. “Como a escola tem enfrentado a evasão?” é uma das perguntas no questionário. O documento será encaminhado ao MEC para tentar promover ações de melhorias nas escolas. Ainda pretende lançar uma outra campanha para melhores práticas nas escolas que dará prêmios a educadores e alunos envolvidos em trabalhos nessa área. A campanha já tem o apoio da Unicef e ainda esperam do Ministério da Educação.Para a diretora Edna Teles e a coordenadora Maria de Jesus, ambas da escola estadual Caic Jornalista Joel Silveira, é preciso levar consciência aos alunos para que eles repensem as suas ações. “Que através do diálogo a gente possa realmente vir saber o que está faltando. Está faltando um equilíbrio emocional dentro da escola, e na sociedade em si. Os pais pensam que somente a escola é a responsável, precisamos chamar a família, a educação começa dentro de casa, está faltando a parte da afetividade. O educador sozinho não vai conseguir”, argumenta Edna.

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