Militares de SE repudiam os ajustes no PL do subsídio feitos pelo Governo
Em nota, governo afirma que não há motivos para protesto já que as alterações estão sendo negociadas
Cotidiano 19/09/2016 13h50 - Atualizado em 19/09/2016 15h08

Por F5 News

Os militares de Sergipe estão insatisfeitos com os ajustes do governo sobre o Projeto de Lei do Subsídio da categoria, que reestrutura as carreiras e deve chegar à Assembleia Legislativa (Alese) esta semana. A reclamação foi exposta em nota dos Oficiais Superiores da PM e Corpo de Bombeiros, enviada à imprensa no sábado (17).

No sábado, os secretários de Estado da Segurança Pública, Fazenda, Planejamento e Procuradoria se reuniram com os comandantes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros para tratar dos temas divergentes nos projetos de subsídio e PTS. O comando-geral reúne a corporação para discutir sobre o assunto, às 14h, nesta segunda-feira (19), no Constâncio Vieira.

Na nota dos militares, os oficiais repudiam as alterações feitas no projeto que foi apresentado ao governo no mês de junho. Segundo eles, na contraproposta do governo foram feitas alterações que traduzem uma desconstrução e desrespeito às carreiras PM e BM. “Extinguem sumariamente os poucos direitos arduamente conquistados ao longo de mais de 180 anos de existência, ferindo princípios básicos da dignidade dos militares, da ativa e da reserva, que tanto sacrificaram sua saúde e sua família em prol da nossa sociedade. Além de ir de encontro ao discurso recente do governo de reestruturação da carreira militar”, diz a nota.

As propostas, para os militares, atacam direitos trabalhistas e previdenciários. Eles repudiam ainda o atraso e o parcelamento de salários, que têm causado transtornos financeiros à tropa. Os oficiais cobram, além da aprovação do projeto original repassado ao governo, que o pagamento dos salários seja regularizado imediatamente. “Ao tempo em que nos mostramos deveras preocupados com o atual cenário da segurança pública em Sergipe, principalmente do pleito eleitoral que se aproxima”, conclui a nota.

O governo do Estado também se manifestou em nota. Segundo a assessoria, na reunião de sábado, 16 temas foram levantados pelos comandantes das tropas e foram esclarecidos e atendidos, “a exemplo das regras para o PTS cujos interstícios serão implementados da forma original como foram sugeridos pelas categorias, carga horária de 36 horas, retirada da exigência de idade mínima de 55 anos para reforma e a tabela do subsídio que foi equalizada para atender as necessidades das tropas, dentro das possibilidades de pagamento do governo do Estado”. 

A nota afirma ainda que não há motivos para protesto, visto que o Governo do Estado tem realizado um processo de negociação democrático, que entra na sua reta final, e que irá buscar assegurar direitos que historicamente vem sendo pleiteados pelas tropas. “Portanto, enquanto os canais de negociações com os representantes das tropas estiverem abertos e funcionando, não vemos motivo para manifestações de protesto, já que não houve fechamento de questão”, diz.

Com informações da Agência Sergipe de Notícias

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