Microcefalia: Sergipe já registra mais de cinquenta casos da doença
SES confirma diagnóstico de bebês com a doença em 25 municípios
Cotidiano 18/11/2015 17h29

Da Redação

O número de  recém-nascidos diagnosticados com microcefalia continua crescendo em Sergipe. De acordo com boletim divulgado na tarde desta quarta-feira (18) pela Secretária de Estado da Saúde, já foram notificados 54 casos nas maternidades de Aracaju e em outras 24 cidades do interior do Estado. Nessa terça-feira (17), o Ministério da Saúde já havia informado que o Estado é o segundo com maior número de casos no país.

A investigação desses casos está sendo realizada pelo Ministério da Saúde de forma integrada com as secretarias estaduais e municipais de saúde, com o apoio de instituições nacionais e internacionais. Comitês de especialistas apoiarão o Ministério da Saúde nas análises epidemiológicas e laboratorial, bem como no acompanhamento dos casos.

Segundo a pasta, ainda não é possível ter certeza sobre a causa para o aumento de microcefalia que tem sido registrado nos sete estados. “Todas as hipóteses estão sendo minuciosamente analisadas e qualquer conclusão neste momento é precipitada”, afirma o Ministério, em nota.

A Fiocruz, que participa das investigações, notificou nesta terça que o Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz concluiu diagnósticos que constataram a presença do genoma do vírus Zika em amostras de duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia através de exames de ultrassonografia. O material genético (RNA) do vírus foi detectado em amostras de líquido amniótico, com o uso da técnica de RT-PCR em tempo real.

Apesar de ser um achado científico importante para o entendimento da infecção por Zika vírus em humanos, o Ministério entende que os dados atuais não permitem correlacionar inequivocamente, de forma causal, a infecção pelo Zika com a microcefalia.

Orientação

Sobre as gestantes, a pasta alerta que é importante que elas mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico. O Ministério reforça ainda a orientação de não consumirem bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções.

É importante também que as gestantes adotem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Na atual situação, a investigação da causa é que tem preocupado as autoridades de saúde. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm. Esse defeito congênito pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como as substâncias químicas, agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação.

*Com informações da SES e Ministério da Saúde

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