Microcefalia: Saúde atualiza alerta epidemiológico em Aracaju
Cotidiano 16/12/2015 13h48

Um novo diretório sobre Microcefalia está sendo divulgado entre os profissionais de saúde de Sergipe, frisando a importância de continuar o monitoramento relacionado com a questão do Zika vírus. Desde o momento em que o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o Zika e o surto de Microcefalia na Região Nordeste, Aracaju já notificou 32 casos de Microcefalia em residentes de Aracaju, sendo que 14 destes foram descartados.

De acordo com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Aracaju, Raulinna Gomes, a ordem que é que todos os profissionais de saúde notifiquem imediatamente (em 24h) à Vigilância Epidemiológica do Município qualquer suspeita da doença. “Esse alerta vale tanto para nossos profissionais quanto para os demais do estado. Se alguma mulher gestante apresentar manchas vermelhas na pele deve urgente procurar uma unidade de saúde e relatar o caso. O mesmo equivale para todos os casos de fetos com sinal sugestivo de microcefalia intra-útero”, disse.

Raulinna frisou que as gestantes devem obrigatoriamente passar na Unidade de Saúde da Família de seu respectivo bairro e fazer o pré-natal. “Dessa forma faremos os encaminhamentos necessários para cuidar tanto desta mulher quanto da criança. Todas as mulheres que tiveram bebês recentemente devem também levar os bebês para a realização de consultas especificas para avaliar tamanho e desenvolvimento”.

Segundo a técnica de planejamento da Secretaria Municipal de Saúde, Renata Alves da Silva Carvalho, a Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju, por meio das Diretorias de Vigilância em Saúde (DVS) e da Assistência à Saúde (DAS), vem informando constantemente os procedimentos a serem adotados diante de casos de Microcefalia. “Desde 30 de novembro de 2015 o Decreto 5.256 da Prefeitura Municipal de Aracaju declarou situação excepcional de emergência em Saúde Pública no âmbito do Município de Aracaju. Estamos atualizando essas informações semanalmente ou de acordo com o pronunciamento do Ministério da Saúde e repassando-as para nossos profissionais”, pontuou.

Microcefalia

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada, para idade e sexo. O diagnóstico é feito pelo neonatologista no momento do nascimento na maternidade, ou através de exame ultrassonográfico durante a gestação. Recém-nascido com microcefalia é aquele nascido com idade gestacional entre 37 e 42 semanas de gestação, com circunferência occipitofrontal igual ou menor que 32 cm no momento do nascimento ou nascidos prematuros (idade gestacional menor que 37 semanas de gestação) com circunferência occipitofrontal aferido ao nascimento com dois desvios-padrão abaixo da média da normalidade.

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