Meninas de 9 a 11 anos devem tomar a segunda dose da vacina contra HPV
Cotidiano 17/09/2015 08h56

As meninas de 9 a 11 anos de idade que tomaram a primeira dose da vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) no mês de março deste ano  devem retornar às Unidades Básicas de Saúde (UBS) para receber a segunda dose.  A vacina quadrivalente tem caráter preventivo e tem a finalidade de proteger as adolescentes contra quatro  subtipos do HPV e câncer de colo de útero, terceira maior causa de mortalidade de mulheres no Brasil.
 
“O ato da imunização contra o HPV já faz parte da rotina dos serviços de saúde desde o ano de 2014.  A meta agora é realizar uma mobilização para incentivar os pais ou responsáveis das adolescentes a levarem  as meninas aos postos de saúde para tomarem a segunda dose da vacina”, destaca a coordenadora do programa de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sândala Teles.
 
No estado de Sergipe, a cobertura vacinal da primeira dose, realizada em março deste ano, foi realizada em cerca de 35 mil adolescentes, número que corresponde a 58% do público alvo. Para a segunda dose da vacina, a SES estima ampliar as ações. “A vacina é segura, eficaz e não possui contra-indicações. A nossa meta é atingir o 58% do público alvo que realizou a primeira dose, imunizando, também, as meninas de 9 à 13 anos de idade,  que ainda não receberam a primeira dose da vacina contra o HPV. As adolescentes devem procurar as UBS para a realização do ato vacinal munidas do Cartão de Vacinação ”, enfatiza Sândala Teles.
 
Ao todo, 70% dos casos de câncer de colo de útero são consequentes da infecção da mulher pelo HPV.  “Inicialmente é dada primeira dose em meninas de 9 à 13 anos, a segunda dose tem que ser exatamente seis meses após efetuação da primeira. Já a terceira dose deve ser dada cinco anos depois da primeira dose. É necessária que as três doses sejam realizadas, de forma correta, para que a imunização contra o HPV tenha eficácia”, ressalta Sândala Teles.
 
A vacina

A vacina contra o HPV já é utilizada em 100 países do mundo e já teve 180 milhões doses aplicadas.
 
“A vacina é disponibilizada pelo SUS e  só tem efeito em meninas. Ela funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo  indivíduo vacinado”, explica Sândala Teles.
 
HPV
 
De acordo com o gerente estadual do Programa DST/Aids, Almir Santana,  existem mais de cem tipos variações do vírus HPV. “Dois deles estão mais relacionados com câncer de colo de útero e dois, com verrugas nos órgãos genitais do  homem e da mulher”, complementa Almir Santana.
 
Mesmo com a imunização contra o HPV, é necessário a realização do exame Papanicolau (preventivo) e o uso dos preservativos masculinos e femininos.
 
“A vacina protege somente contra o HPV e quando as meninas não usam o preservativo ficam vulneráveis a outras doenças como a Sífilis e a Aids”, conclui Almir Santana, médico e gerente do programa Estadual DST/Aids.

Fonte:Agência Sergipe

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