Médicos vão pedir intervenção federal na saúde do Estado
Cotidiano 03/04/2013 16h09Por Adriana Meneses
Médicos que compõem a Rede Estadual de Saúde de Sergipe se reuniram na tarde dessa quarta-feira (03) na sede do Sindicato dos Médicos de Sergipe para debater questões relacionadas ao plano de carreira da categoria, e em seguida entregar um dossiê no Ministério Público Federal relatando a situação em que encontra a saúde em Sergipe. A categoria vai pedir a intervenção federal na saúde do Estado.
De acordo com o presidente do Sindimed, João Augusto (foto ao lado), a saúde em Sergipe chegou a uma situação insustentável. Ele relata que os profissionais que atuam em todo Estado estão desmotivados com o que apontam como diversas irregularidades, segundo eles, observadas em todas as unidades de saúde, o que se reflete no grande número de pacientes que acabam morrendo nos hospitais.
Ele afirma que a falta de uma organização administrativa vem se refletindo no Hospital de Urgência de Sergipe, na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, e em demais hospitais de Sergipe.
Ainda de acordo com João Augusto, na rede estadual de saúde o número de médicos concursados em 2012 era de aproximadamente 600 profissionais. Em 2013 o número já caiu para 257 e com possibilidades de diminuir cada vez mais, caso o governo não busque uma estratégia para resolver a situação dos profissionais. O presidente do Sindimed disse que na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, apenas no mês de março, seis pediatras pediram demissão, fato que vem se repetindo nos demais hospitais da rede de saúde de Sergipe.
João Augusto disse que o dossiê que relata a situação da saúde em Sergipe foi confeccionado baseado em relatos de profissionais e uma extensa documentação. Segundo ele, o pedido de intervenção federal é uma maneira de buscar uma melhora nas unidades de saúde. “Alguém precisa fazer alguma coisa. A situação não pode ficar pior do que já está. A população está sem médico nos hospitais, pois os profissionais pedem demissão por não aguentar ver pessoas morrendo, pacientes sem poder ser tratados por falta de materiais básicos. Até agora a justiça só aplica multa e mais multas, e isso não nos interessa mais. Precisamos de uma decisão mais enérgica e eficaz”, disse.
Após a entrega do dossiê, a categoria espera que uma decisão seja tomada no tempo mais breve possível, para impedir que mais profissionais peçam demissão e a população sofra as conseqüências. “É preciso que a sociedade também questione o governo pela situação em que a saúde se encontra hoje. Se a situação já está difícil agora, em que centenas de pacientes já estão desassistidas, como vai ficar se mais profissionais pedirem demissões? O governo precisa se pronunciar para não perder do quadro os poucos profissionais que ainda restam”, finalizou

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