Médicos tentam reunião, mas são barrados na porta da PMA
Categoria decide cumprir decisão da Justiça e suspende a greve Cotidiano 08/06/2016 11h01Por Fernanda Araujo
Em greve, várias categorias de servidores da área da saúde, da rede municipal de Aracaju (SE), estão mobilizadas em atos públicos nesta quarta-feira (08). Os médicos, por exemplo, realizaram um ato em frente ao Centro Administrativo contra a falta de negociação com a administração. Eles tentavam uma reunião com algum secretário, porém, foram barrados na porta do prédio pelos guardas municipais.
Durante o ato, os médicos, a imprensa e outros cidadãos foram barrados pelos guardas municipais, impedindo a entrada ao prédio da prefeitura. “Quem fosse médico não passava nem do portão. Quem chegasse lá pedia para mostrar documento, abrir a pasta, mostrar que não tinha jaleco. Depois começaram a barrar qualquer cidadão alegando que era por causa do nosso movimento. Isso mostrou um total desrespeito do prefeito João Alves para com os servidores e ainda que ele não está negociando. Todos os secretários estavam cientes do movimento, eu inclusive liguei para a secretária de governo Marlene Calumby”, diz o presidente do Sindimed, João Augusto Oliveira.
A decisão de impedir a entrada partiu da Guarda Municipal. O assessor, Rogério César, explica que essa decisão é tomada para que as manifestações não progridam dentro da instituição, evitando, inclusive, que o prédio seja tomado como aconteceu em um ato dos ocupantes da invasão Nasce Esperança do Santa Maria.“As manifestações são permitidas, a gente inclusive faz a segurança para que elas aconteçam, mas às vezes, a manifestação começa pacífica e dependendo dos fatos, deixa de ser. Para evitar problemas posteriores, atritos dentro do prédio, é que em algumas ocasiões a gente coíbe a entrada de manifestantes e de outras pessoas porque, algumas vezes, os manifestantes aproveitam a entrada de outros para fazer manifestação dentro do prédio”, esclarece César.
Ilegalidade
Ontem (7) à tarde, o Sindicato dos Médicos (Sindimed) recebeu a notificação da Justiça que decretou a ilegalidade da greve. A decisão atende ao pleito da Procuradoria Geral do Município, que se baseou no fato de que a paralisação dos médicos gerou “uma série de prejuízos à saúde dos cidadãos aracajuanos”.
“Todos estão em greve, será que todo mundo está errado? O prefeito entrou na justiça baseado em mentiras dizendo que estava tendo reunião, que nesse ano deu dois pleitos a classe médica (incorporação e desempenho). A última reunião, provocada por nós, foi dia 5 de maio, de lá para cá eles nem se reuniram, nem anunciou acordo, nem estão pagando o salário. Isso vamos provar em recurso, temos toda a comprovação”, afirma o presidente do Sindimed, João Augusto.
A categoria decidiu hoje em assembleia cumprir a decisão da Justiça suspendendo o movimento grevista. Mas, vão recorrer da ilegalidade e farão uma nova assembleia na próxima segunda (13), às 07h30. A assessoria da prefeitura afirma que haverá uma reunião com os médicos, mas a informação do Sindimed é que não foram comunicados.
Fotos: Ascom/Sindimed

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