Médicos temem por carreira com privatização da saúde em Aracaju
Cotidiano 22/05/2013 08h59Por Elisângela Valença
Mesmo sob protestos dos profissionais de saúde, os vereadores de Aracaju aprovaram projeto apresentado pela Prefeitura que passa a gestão das unidades de saúde para organizações sociais (OS).
“Infelizmente, prevaleceu a força política. A privatização da saúde foi imposta pela representatividade que o prefeito tem na Câmara. Com a implantação das OSs, a prefeitura assume a falência da saúde pública pela sua incompetência em geri-la”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), José Menezes.
Segundo ele, não houve discussão com a sociedade. “O princípio máximo do controle social não foi respeitado. O projeto deveria ser discutido com a sociedade, com os conselhos de saúde, para só então ir para a Câmara de Vereadores. Mas tudo aconteceu ao contrário”, explicou.
Para o Sindimed, a preocupação, agora, além do atendimento ao cidadão, é com a carreira médica na rede municipal. “Qual será a porta de entrada da carreira médica no município agora? Não será mais o concurso. Como os profissionais serão contratados? Por indicação? E quem vai indicá-los?”, questionou José Menezes.
Ele explica que as relações de trabalho também ficarão complicadas. “Os profissionais concursados tem regime estatutário. Os novos terão seus contratos regidos pela CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]. Serão dois pesos e duas medidas para profissionais exercendo a mesma função, serão direitos e regras diferenciados”, comentou. “Agora, só nos resta ficar de olho e fiscalizar”, finalizou.
Matérias relacionadas
Profissionais da saúde protestam contra projeto da prefeitura
Câmara de Aracaju aprova PL que dispõe sobre Organizações Sociais

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
