Médicos paralisam por 24 horas e pedem negociação com prefeito
Reajuste salarial e Data Base são as reivindicações dos profissionais Cotidiano 08/04/2013 10h01Por Fernanda Araujo
Médicos que atuam na rede municipal de Aracaju se mobilizam na manhã desta segunda-feira (8) em frente à Prefeitura, com o objetivo de pedir ao prefeito João Alves Filho o retorno das negociações do reajuste salarial, paralisadas desde o ano passado com a antiga gestão.
Paralisados por 24 horas, a mobilização não é só na capital como é também em todo o país. Segundo os profissionais, a omissão do prefeito e a indecisão da Secretaria Municipal de Saúde e, de Finanças, foi o ápice para o protesto. “Diante do telefone sem fio entre as secretarias até a semana passada, um secretário estava jogando para o outro a discussão salarial, então, a gente resolveu recorrer diretamente ao prefeito que agora não tem como jogar para ninguém”, afirmou o presidente do Sindimed, João Augusto (foto abaixo).
Segundo o sindicalista, foram enviados ofícios à secretaria de saúde e ao prefeito, desde a sua posse, pedindo o retorno das reuniões com o sindicato. Os profissionais, no e
ntanto, não esperavam a paralisação para este ano. “O prefeito acabou construindo isso por não ter nos recebido até o dia de hoje. Seria até irônico e incoerente se a gente não fizesse essa paralisação. A gente mantém o mesmo tipo de mobilização, já que infelizmente os problemas da saúde não mudaram. E pior, a gente não teve diálogo para ver perspectiva. E é essa perspectiva que estamos esperando hoje”, disse.De acordo com informações, os médicos serão recebidos às 10h30 pelo prefeito. “A gente espera que ele dê um norte efetivo para a negociação, que venha a valorizar, melhorar e respeitar a classe médica e a assistência de saúde da população”. Na reunião com o prefeito, os médicos também pedem a manutenção da Data Base do mês de janeiro. Caso não seja mantida, o Sindimed promete greve. “Isso já é irrefutável à classe médica, a gente não vai aceitar perda. São 12 meses no ano, se perdermos três meses de reajuste, teremos uma perda de 25% nos ganhos. No tocante a esse ponto a gente já quer sair daqui hoje com esse ‘Sim’”, relata.
Mesmo com a paralisação de 24 horas, os serviços de urgência e emergência continuarão sendo realizados, apesar de que, segundo João Augusto, ainda são deficitários. O sindicalista afirma que as unidades de Pronto Atendimento da Zona Norte e Zona Sul não estão sendo influenciadas pela paralisação. “A gente não mexeu em nenhum médico desse serviço porque o objetivo não é prejudicar a população e, sim, chamar a atenção para o processo de negociação que não está ocorrendo”.
À tarde, o Sindimed realizará uma assembleia com os profissionais para deliberação de uma possível greve.

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