Médicos do Samu prestam BO por desfalque no plantão
FHS abre sindicância para apurar abandono de trabalho
Cotidiano 11/04/2016 15h14

Por Aline Aragão

Durante entrevista coletiva para apresentação dos trabalhos da nova secretária de Estado da Saúde, Conceição Mendonça, na manhã desta segunda-feira (11), quem ganhou destaque foi um Boletim de Ocorrência (BO) que alertava para problemas devido à falta de médicos reguladores no plantão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O BO foi registrado na Delegacia Plantonista (Deplan), por plantonistas, na manhã do domingo (10) e depois divulgado nas redes sociais. Tal medida ganhou repercussão, onde foi citado, por exemplo, o suposto fechamento do plantão no domingo.

Em nota, a superintendência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe) desmentiu que houve fechamento de plantão e informou que as informações veiculadas são falsas. Esclareceu ainda que houve um desfalque no número de médicos reguladores, já que dois plantonistas apresentaram atestado médico, mas que tão logo a gestão teve conhecimento, o problema foi solucionado.

A nota explicou ainda que a Central de Regulação do Samu 192 Sergipe trabalha com um padrão de escala médica maior do que o preconizado pela portaria do Ministério da Saúde (MS), que prevê 5 médicos reguladores no plantão diurno e 4 no plantão noturno. Enquanto o Samu Sergipe trabalha com 6 médicos reguladores diariamente nas 24h.

Durante a coletiva a Secretaria de Saúde explicou que esse não é um problema recorrente e que não houve desassistência. “Não houve omissão por parte da gestão em fazer a substituição desses profissionais, trabalhamos com reserva técnica, precisamos óbvio de algum tempo, mas foi caracterizado que nesse momento que ficou sem o número de médicos satisfatório, que seria 5, não houve desassistência, não houve falta de atendimento a pacientes de urgência e emergência”, disse.

A superintendente do Samu, Glícia Ramos, disse que não critica, nem julga a atitude dos plantonistas que fizeram o BO, e que prefere acreditar que foi apenas uma medida para se resguardar no caso de problemas como demora no atendimento. Ela disse também que assim que a gestão teve conhecimento foi disponibilizado um médico para substituir, e que o plantão ficou completo às 13h.

Fundação

Já o diretor geral da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), Hans Lobo, disse que vai abrir processo para saber quem abandonou o plantão. “Irresponsabilidade é quem abandona o plantão para fazer o BO, já que isso não é caso de polícia. A preocupação com a população deveria começar dentro de casa, e não abandonar o plantão para fazer um BO ao invés de tomar as prerrogativas que deveriam ser tomadas como informar a gestão”, destacou.

 

 

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