Médicos alertam para importância do diagnóstico precoce do Alzheimer
Abraz estima que número de casos cresce 40% ao ano em Sergipe
Cotidiano 21/09/2015 18h15

Por Will Rodrigues e Fernanda Araujo

Médicos e profissionais de saúde dedicaram esta segunda-feira (21) para conversar e tirar dúvidas sobre o Mal de Alzheimer, em Aracaju. Organizada pela Associação Brasileira de Alzheimer -  Regional Sergipe (Abraz), a ação faz parte da programação do mês mundial de conscientização da doença, o setembro violeta.

A presidente da Abraz Sergipe, Maria Suzana Souza, disse em entrevista ao F5 News que há uma projeção indicando um crescimento de quase 40% no número de casos registrados por ano em Sergipe. Por outro lado, ela observou que há um número considerável de pessoas com cem anos ou mais que não desenvolveram a doença.

“Atualmente nós prestamos assistência a aproximadamente 500 idosos, mas constatamos que parte dessa demanda veio das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, porque como se falou muito em Aracaju ser a capital da qualidade de vida, muitos familiares trouxeram seus idosos para viver aqui, contudo ainda não temos tanta infraestrutura como deveríamos. Ainda assim, em cidades como Laranjeiras e Capela, notamos um grande número de idosos que não apresentaram declínio cognitivo, por isso, desenvolvemos pesquisas para estudar quais fatores contribuem para este diagnóstico”, pontua Maria Suzana.

Atualmente, estima-se que no Brasil cerca de 1.2 milhão de pessoas sofram de Alzheimer, mas só a metade está diagnosticada. Sergipe aparece como um dos cinco estado com maior número de casos, proporcionalmente. “Todavia, a gente verifica muito diagnóstico de falsos positivos, muitos casos diagnosticados como Alzheimer, mas que são outras demências”, ressalva a presidente da Abraz Sergipe.

Ela salientou ainda que falta engajamento do Governo sergipano no trabalho de prevenção, conscientização e assistência aos pacientes. “A cultura atual é de que o idoso tem pouco valor, mas a sociedade precisa se movimentar para oferecer melhor assistência à pessoa idosa”, disse Maria Suzana.

O trabalho da Abraz é totalmente voluntário e quem quiser pode participar da capacitação para cuidadores que está com inscrições abertas. Clique aqui para saber como realizar o curso.  “É preciso cuidar de quem cuida, por vezes essa rotina estressante gera um conflito familiar e com isso os pacientes acabam sendo  institucionalizados (levados para hospital ou clínica de repouso). Entretanto, deve haver paciência e compreensão sobre qual processo e evolução da doença, pois cada dia será uma luta, um desafio”, pondera a enfermeira Mônica Aronoldo.

A doença, que na maioria das vezes se manifesta a partir dos 60 anos, não tem cura conhecida. É progressiva e faz com que a pessoa perca gradualmente a memória, a capacidade de orientar-se no tempo e no espaço, além de trazer dificuldades de comunicação, raciocínio lógico e alterações comportamentais. “Quanto mais cedo se diagnosticar, mais cedo se consegue tratar e mais cedo se posterga os problemas que a doença acarreta para as pessoas”, alerta o geriatra Otávio Castello.

A desinformação e o preconceito são considerados os maiores desafios para o tratamento da doença. A baixa escolaridade e a falta de estimulação cognitiva na meia idade estão entre os fatores de risco. “Tudo o que faz bem para o coração, faz bem para o cérebro. Controlar pressão alta, diabetes, colesterol, não ter obesidade, praticar regularmente atividade física, ter alimentação balanceada e saudável podem ser fatores de proteção ou de risco, no caso de quem não faz nada disso”, conclui o médico.

*Com informações da Agência Brasil

Foto1: Arquivo F5 News

Fotos 2 e 3: Fernanda Araujo/F5 News

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