Maternidade pública do 17 de Março continua sem previsão de obra
Machado: MS tinha compromisso conosco e tirou o 'corpo de fora' Cotidiano 29/06/2016 14h40Por Fernanda Araujo
Um ano se passou e a maternidade pública do bairro 17 de Março,na zona de expansão de Aracaju, ainda não começou a ser construída e sequer há previsão de retomada da obra na atual gestão municipal. Isto porque persiste a informação de que estão faltando repasses do Ministério da Saúde.
A situação foi criticada pelo vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado, na terça-feira (28). Durante solenidade de inauguração de uma creche-escola no bairro 17 de Março, Machado explicou ao F5 News que havia o compromisso do Ministério da Saúde em bancar a obra em quase sua totalidade. O órgão chegou a liberar a primeira parcela, mas a partir daí começaram a surgir complicações.
“O Ministério que tinha esse compromisso conosco tirou o 'corpo de fora', o prefeito não está medindo esforços no sentido de tentar viabilizar a realização dessa obra porque é um empreendimento inédito, pela primeira vez a prefeitura constrói uma maternidade pública, e isso é um avanço”, disse.Atualmente, as parturientes em Sergipe dependem das Maternidades Santa Isabel, Nossa Senhora de Lourdes e das particulares. Com mais esse novo empreendimento seria uma porta para aliviar as constantes superlotações nas unidades. “O prefeito está lutando muito, tem cobrado quase que diariamente do ministro da Saúde, as dificuldades financeiras são enormes, houve uma queda da receita dos municípios, isso tudo traz consequências”, afirmou o vice-prefeito.
Machado completa que a Prefeitura tem superado a crise com criatividade, mas cobra dos deputados federais e senadores apoio para sensibilizar o Governo Federal a que envie os recursos ao município. “Lamentavelmente nesse governo de Dilma a prefeitura não conseguiu nada ou quase nada, administrar sem ajuda do governo estadual e federal é muito difícil”, resumiu.
F5 News entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, que ficou de enviar resposta por email, o que não aconteceu até a publicação da matéria.
Lembre
A situação já foi relatada por F5 News em abril deste ano. O empreendimento, orçado em mais de R$ 10 milhões, é resultado de um convênio entre o município e o Ministério da Saúde. O início das obras foi autorizado pela Prefeitura em junho do ano passado, uma unidade projetada para ter 50 leitos. A previsão era de finalizar em um ano, mas a obra foi suspensa porque, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os repasses enviados do Governo Federal foram insuficientes, inicialmente, apenas R$ 50 mil.
Foto 1: arquivo/reprodução TV Globo
Foto 2: arquivo F5 News/Fernanda Araujo
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