Maternidade de Capela (SE) pode ser fechada por falta de recursos
Cotidiano 26/01/2017 15h10 - Atualizado em 26/01/2017 18h40

Por Nathália Passos

Nesta segunda-feira (23), o Núcleo de Saúde da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe – esteve reunido com a prefeita de Capela, Silvany Sukita.

Na reunião, foi discutido o fechamento da maternidade, que tem como data limite de funcionamento pela Fundação Hospitalar de Saúde, o dia 10 de fevereiro, segundo informações repassadas à Comissão.

Os secretários de Administração, de Saúde e representantes da Assessoria Jurídica da Prefeitura, vereadores do município e alguns médicos que trabalham na maternidade Leonor Barreto Franco também participaram do encontro.

“O objetivo da reunião foi apurar da nova gestão que tomou posse agora em janeiro se existe o interesse em manter a maternidade aberta, e se foi encaminhada ao Estado alguma proposta para que o centro obstétrico continue em pleno funcionamento”, descreve a OAB.

Conforme relatou a prefeita Silvany Sukita, o município já apresentou uma proposta ao Governo, que também apresentou uma contraproposta, que na avaliação da atual gestão é inviável para o município de Capela, do ponto de vista financeiro.

Os médicos apresentaram várias questões técnicas à OAB e questionaram de que forma a população será assistida com o fechamento da maternidade. A médica Iza Prado informou que estão sendo avaliadas possibilidades, mas ainda não há nenhuma decisão concreta. E caso a maternidade de fato venha a fechar os pacientes não serão prejudicados, pois serão encaminhados para outras unidades de saúde.

“Uma maternidade exige um quadro maior de médicos, e estamos com dificuldade de recursos, e de equipe para atender as gestantes”, relata a médica.

Diante dos fatos a Comissão de Direitos Humanos convocou uma reunião para o dia 7 de fevereiro, às 9h, na sede da Seccional, com os representantes de todos os municípios da região que são atendidos pela maternidade Leonor Barreto Franco para diligenciar uma solução imediata a fim de evitar o fechamento da unidade de saúde.

A maternidade atende as comunidades de Nossa Senhora das Dores, Siriri, Japaratuba, Muribeca, Carmópolis, Rosário do Catete, Maruim, Cumbe e Capela.

Com relação a essas dificuldades citadas, o diretor de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Alberto Jorge, informou que o atendimento não foi reduzido, e que apenas em alguns casos é que as gestantes são encaminhadas para outra maternidade.

“Pela parte da Fundação Hospitalar continua tudo normal. A gestão de Conceição está sendo finalizada, e tudo está ok na maternidade de Capela”, relata Alberto Jorge.

Ele acrescenta que, com a chegada do novo secretário da Saúde, irá analisar os fatos e tomar as devidas providências, mas sustenta que a situação da maternidade está normalizada.

A OAB também vai encaminhar um ofício para o Ministério Público requerendo um posicionamento sobre a atual situação da maternidade Leonor Barreto Franco.  Desde setembro de 2016 OAB/SE discute e busca medidas contra o fechamento da maternidade de Capela.

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