Máscaras de super-heróis ajudam crianças durante radioterapia
Cotidiano 24/02/2017 14h54 - Atualizado em 24/02/2017 20h09Um grupo de médicos do Centro de Oncologia do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) elaborou uma estratégia especial para transformar o medo das crianças durante os procedimentos médicos em momentos de descontração. Baseado em experiências no exterior, os profissionais transformaram a peça termoplástica do tratamento de radioterapia em máscara de super-herói.
Segundo o médico oncologista Marcos Antônio de Santana, uma máscara do Homem-Aranha, por exemplo, fez com que um garotinho de 5 anos se sentisse ‘forte’ e com ‘super poderes’. “Diante do sucesso no tratamento de radioterapia, um paciente infantil não necessita mais ser anestesiado durante a sessão. A quantidade de crianças que precisa usar anestesia geral é grande. Para elas, o procedimento diário é traumatizante. Ao ver a máscara, a reação positiva do paciente foi imediata”, comentou o médico.
“O tratamento sem anestesia ocorre entre 7 a 10 minutos. Já com anestesia, chega a 40 minutos. Através dessa ação, poupamos a criança que está fazendo todos os dias, como também aumentamos a produtividade do aparelho. A família ficou muito feliz com a humanização do tratamento e porque o medo e a ansiedade da criança acabaram. Isso é gratificante”, explicou Marcos Antônio de Santana.
O técnico em radioterapia do Huse, Alexandre Andrade, explica que as máscaras são individuais e que o processo para confecção é simples e rápido. Por ser de material termoplástico, basta aquecer. Assim, ela se transforma em uma borracha elástica para adquirir o formato rígido e se adequar ao tamanho do rosto do paciente que fará o tratamento.“Adultos e crianças ficam bem preocupados com a questão de respiração. Mostramos o material pronto e explicamos que processo de fabricação é feito com o molde do paciente. Na sessão de radioterapia é essencial que a criança fique imóvel. A máscara é feita para anatomia do paciente, moldada no formato do rosto. Para montar, o paciente fica deitado. Isso permite maior precisão, conformidade e conforto no tratamento”, comentou Alexandre Andrade.
A intenção da equipe é expandir a produção com novos personagens para outras crianças que também desejam que suas máscaras sejam personalizadas. Um paciente de 8 anos foi diagnosticado com um tumor cerebral e já concluiu as sessões de radioterapia. Agora, levará a máscara para casa.
“Acabei meu tratamento e estou melhor. Agora serei o homem-aranha na minha casa, com meus amigos”, disse o garoto, sorridente, ao lado da mãe.
Fonte: Agência Sergipe Notícias

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