Malária: Saúde diz que não há risco de infecção a outros pacientes do Huse
Cotidiano 20/02/2017 12h45 - Atualizado em 20/02/2017 13h29

Por F5 News

O paciente que veio a Sergipe com sintomas de malária está com quadro de saúde estável. Em coletiva nesta segunda-feira (20), a superintendência do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) informou que, após três dias de tratamento, o paciente M.T.R, de 52 anos, foi considerado curado da doença. Ele permanece internado desde o dia 17 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Huse.

Segundo o hospital, o tratamento foi efetivo e deu negativo para a doença, no entanto, ele deverá repetir alguns exames para confirmação. Inicialmente, o paciente estava com estágio mais brando da doença, mas depois evoluiu para de maior gravidade, o que fez desenvolver sequelas como a insuficiência renal e sepse.

A médica infectologista Manuela Santiago afirma que o paciente foi entubado e tem recebido toda a assistência da equipe desde a entrada. Ele está sendo acompanhado pela equipe multiprofissional e fez uso de medicamentos específicos para malária. “Agora está tranquilo, com a pressão mais controlada, ele fez o uso correto do tratamento, agora estamos tratando das complicações da malária”, explica.

De acordo com a médica, não foi necessário isolar o paciente, já que a doença não é contagiosa, sendo transmitida apenas por picada de mosquito; portanto, não vai afetar outros pacientes.

A superintendente do hospital, Lycia Diniz, afirmou que o paciente foi salvo porque estava no Huse, através das ações da Vigilância Epidemiológica. “Quem tem esse tipo de doença morre, e ele está vivo por causa do Huse, de toda a assistência dos profissionais”, disse.

Ainda na coletiva, Sidney Sá, do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde, repetiu que Sergipe está fora dos registros de casos dessa doença e que, segundo classificação epidemiológica do Ministério da Saúde, encontra-se fora de área endêmica para doença (região extra amazônica) e não há risco de epidemia. “Esse mosquito fica em ambiente natural, de rio, lagoa, mata, é importante que as pessoas que frequentam esses locais estejam com repelente, roupa clara e comprida para evitar aproximação do mosquito”, acrescenta.

O paciente é residente em São Paulo, estava trabalhando na África e veio a Sergipe visitar um amigo na última sexta feira (11), quando passou mal e deu entrada no Huse. Ele teria sido infectado durante uma viagem a Moçambique, na África. A malária é uma doença infecciosa transmitida através da picada do mosquito Anophelinos. Os sintomas são febre, sudorese, calafrio intenso e pele amarelada. 

Foto: SES/SE

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