Makro: Ministério Público deve concluir inquérito civil até o final de maio
Cotidiano 05/05/2017 13h16 - Atualizado em 05/05/2017 13h50

Por Fernanda Araujo

Moradores da região circunvizinha à loja da rede de supermercados Makro, destruida por um incêndio no dia 10 de janeiro, em Aracaju (SE), foram ouvidos em audiência nesta sexta-feira (5) no Ministério Público do Estado. A Promotoria de Defesa do Consumidor prepara o inquérito civil que deve ser finalizado este mês.

Os moradores relataram à promotora Euza Missano os problemas enfrentados durante e após o incêndio de grandes proporções. “A população explicitou ao MP os problemas, de forma mais detalhada, durante os 15 dias e depois um pouco mais; primeiro com a fumaça, depois com o foco de incêndio”, explicou a promotora à imprensa. F5 News mostrou a reclamação dos moradores que falaram do mau cheiro dos produtos já apodrecidos. 

O que chamou a atenção do MPE foi o relatório conclusivo do Corpo de Bombeiros, que diz não terem sido encontradas as causas do sinistro devido à condição precária em que ficou o local, em meio aos destroços.  Porém, foram encontradas falhas na atuação da brigada de incêndio do supermercado, o que pode ter contribuído para a gravidade da situação. A Promotoria vai apurar o caso.

Na audiência também foi ouvida a Vigilância Sanitária, a qual havia determinado que os produtos que sobraram do incêndio não fossem comercializados pelo supermercado e, sequer, doados. “Eles apresentaram algumas informações que nós deveremos discutir também com os proprietários da empresa”, afirma Missano.

A empresa foi notificada e uma nova audiência será realizada, no próximo dia 24, com os representantes do supermercado com o objetivo de encerrar o inquérito e apurar as possíveis responsabilidades pelo sinistro. Para prestar esclarecimentos, o MP vai ouvir ainda, na próxima semana, representante do estabelecimento comercial que fica defronte ao Makro, que foi de onde os bombeiros utilizaram os instrumentos de segurança de combate a incêndio.

“O impacto na população foi muito grande, pra ter ideia da gravidade, inclusive, uma senhora que veio prestar informações hoje só de lembrar a situação de pânico que vivenciou não se sentiu bem”, ressalta a promotora. 

Foto: Will Rodriguez/arquivo F5 News

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