Mais de mil pessoas já foram assassinadas em Sergipe este ano
Cotidiano 16/11/2016 11h13 - Atualizado em 16/11/2016 12h15Por Will Rodriguez e Fernanda Araujo
José Rodrigo, Thiago Feitosa, Paulo Minelly, Max Ray, Cleverton Marques e Daniele dos Santos. Essas são algumas das pessoas que entraram para uma estatística triste e que não para de crescer em Sergipe, a dos homicídios. De janeiro a outubro deste ano, a Secretaria da Segurança Pública (SSP/SE) registrou 1.098 assassinatos no Estado.
Faltando ainda 45 dias para o término do ano, o número de mortes violentas já se aproxima do registrado em todo o ano passado. Por dia, o Instituto Médico Legal (IML) é acionado para recolher uma média de quase quatro corpos. (um a mais do que durante o ano passado)
O primeiro semestre deste ano chegou a registrar uma queda no número de homicídios, de forma mais acentuada nos meses de abril e maio, porém, a partir de junho, a curva dos crimes voltou a ascender. Outubro foi o mês mais violento deste ano, até o momento com 136 assassinatos.
Baixo efetivo, crise financeira e ineficiência da legislação são algumas das questões às quais o secretário da Segurança Pública, o delegado João Batista, atribui o aumento dos homicídios, mas, a seu ver, o cerne do problema está no sistema prisional sergipano que, por suas deficiências, leva a reincidência por parte dos criminosos.
“Temos quatro mil pessoas que não estão ficando presas, estão saindo do regime fechado para o aberto. São quatro mil potenciais bandidos que estão nas ruas”, analisa.
Segundo o secretário, o problema foi apresentado ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, durante sua visita a Sergipe no começo deste mês. A partir de dezembro, equipes da Força Nacional começam a operar na capital sergipana no bou do Plano Nacional de Segurança, cujo foco será a elucidação e prevenção dos homicídios, conforme destacou Batista.
O delegado acrescentou que, nos últimos anos, os assassinatos cresceram, em média, 18% a cada ano em Sergipe. A SSP trabalha com a meta de frear esse aumento. “Infelizmente os números do segundo semestre estão maiores do que do primeiro, com todo o esforço da polícia. Vamos tentar, pelo menos, reduzir esse índice de crescimento”, ponderou João Batista.

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