Mais de 300 gestantes podem não ser atendidas em maternidade de Lagarto
Sem repasse, unidade fecha portas. Prefeitura diz que procura solução Cotidiano 23/02/2016 11h00Por Fernanda Araujo
A Maternidade Zacarias Júnior, do município sergipano de Lagarto, distante 75 km de Aracaju, suspendeu o atendimento nesta terça-feira (23), segundo a diretoria, por falta de repasses da Secretaria Municipal de Saúde. A unidade atende a mais de 300 gestantes, de Sergipe e parte da Bahia. Na semana passada, os funcionários decidiram cruzar os braços por falta de salário.
Na época em que casos de microcefalia estão em alta e atormentando muitas mães, o atendimento na maternidade está ameaçado e não há previsão de retorno. De acordo o diretor Edvanilson Rodrigues, cerca de R$ 580 mil por mês deixaram de ser repassados para a unidade desde o mês de dezembro. O recurso, que é enviado do Governo Federal e Estadual através do Município, serve para o pagamento de funcionários e médicos da maternidade, e sem ele não há possibilidade de cumprir com a folha de pagamento.
A maternidade contabiliza ainda atrasos e cortes nos valores, que servem também para compra de materiais, medicamentos e pagamento de fornecedores. Em outubro, a unidade recebeu corte de verba de R$ 138 mil, posteriormente, em novembro perdeu R$ 93 mil e mais R$ 220 mil não foram repassados.
Sem essa maternidade que atende a região centro-sul do estado, as gestantes não terão outra opção se não a de procurar outras unidades como de Itabaiana, Estância e Aracaju, que podem acabar sofrendo superlotação.
Ciente do problema, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Lagarto joga a responsabilidade para os governos Estadual e Federal. O assessor Alex Dias explica que não há recurso próprio do Município destinado à maternidade, no entanto, o Governo do Estado de Sergipe e o Governo Federal têm atrasado e reduzido as verbas que a prefeitura repassa para o Zacarias Júnior.
“Os repasses dos governos não pararam definitivamente, mas foram reduzidos, além da redução, há também atrasos. Tem tido o suficiente para financiar despesas da maternidade. Mas está havendo essa deficiência, atraso de pagamento dos funcionários e fornecedores da maternidade. A prefeitura está tentando junto com a direção da maternidade, através de diálogo, encontrar uma solução para o problema”, alega Dias.
O caso, de acordo com a prefeitura, será levado ao Ministério Público. Uma reunião será realizada entre a administração municipal e a direção da maternidade. “O diálogo existe e continuará existindo entre a administração municipal e a direção da maternidade”, resume o assessor.
Foto: site Maternidade de Lagarto

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