Mãe pede ajuda para que filho de 10 anos volte a escutar
Bazar será realizado no domingo. Aparelho custa quase R$ 40 mil
Cotidiano 21/07/2015 17h46

Por Aline Aragão

“A sensação de ver meu filho de apenas dois anos de idade ouvir pela primeira vez foi semelhante à (sensação) de quando ele nasceu”. É dessa forma que a dona de casa Mônica Danielle descreve a alegria, após o implante coclear do filho Nathan, realizado há oito anos.

Nathan, hoje com 10 anos, nasceu com deficiência auditiva bilateral profunda e só o implante poderia fazê-lo ouvir. A cirurgia de implante coclear ou ouvido biônico foi realizada na cidade de Bauru (SP), após uma seleção da Universidade de São Paulo (USP).

Danielle diz que não acreditou quando Nathan foi selecionado pelo projeto e, mesmo sabendo que seria uma audição mecânica, queria ver filho ouvindo e levando uma vida normal. “Ele começou a escutar, aprendeu a falar e foi para a escola, nossa vida mudou completamente”, disse.

Mas há dois anos Danielle tem enfrentado problemas com a manutenção do aparelho, seja pelo tempo de uso ou por ser de um modelo mais antigo - e precisar de um cuidado maior. “Não tenho como manter meu filho parado, ele é criança, precisa brincar, correr, pular e, por isso, muita vezes partes do aparelho são danificadas”, explica.

Segundo a dona de casa, são problemas no controle, no fio, na antena... E tudo é muito caro. Para se ter uma ideia, o fio que liga o aparelho ao controle, e que fica preso às costas do garoto, custa R$ 700. E como se não bastasse o problema, agora, é mais grave: o processador externo do aparelho oxidou e a manutenção passa dos R$ 8 mil.

Com o problema, a criança já está sem ouvir há dois meses, o que pode comprometer seu desenvolvimento. “Os médicos disseram que ele pode regredir e perder a memória linguística, sem falar nos problemas psicológicos”, desabafa a mãe.

O implante coclear tem sido realizado em Sergipe pelo Sistema Único de Saúde desde 2014, mas o fato de a cirurgia de Nathan ter sido realizada em outro hospital complica a situação. Segundo Danielle, a unidade aqui ainda não está preparada para prover a manutenção do aparelho.

Bazar

Sem ter como pagar pelo conserto, Danielle, com a ajuda do Grupo de Mães, Amigos e Usuários de Implante Coclear, está realizando um bazar para levantar fundos destinados a essa manutenção. O bazar será realizado no próximo domingo (25), na Praça Ulisses Guimarães, bairro Santos Dumont, próximo à igreja São Francisco de Assis, em Aracaju (SE). “Vai ter roupas e calçados novos e usados, artesanato, utilidades para o lar, cama, mesa e banho; além de lanches”, disse.

A campanha está sendo realizada também através do Facebook, onde serão divulgadas peças que serão vendidas no bazar e que poderão ser compradas on-line e acessadas a partir de amanhã (22), através da página Bazar do Nathan.

Quem quiser pode ajudar também doando uma quantia em dinheiro, através da conta na Caixa Econômica Federal. Agência 1733 – OP 13 – Conta 00163228-0 – em nome de Mônica Danielle Cavalcante Gois.

Novo Aparelho

Para Danielle, o ideal seria trocar o aparelho por uma versão mais moderna, que é sem fio e possibilita mais liberdade ao menino, mas o preço passa de R$ 39 mil. Ela afirma que já recorreu ao Ministério Público Estadual (MPE), mas não obteve resposta favorável.

 

 

 

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