Lixo volta a tomar conta das ruas de Aracaju
Audiência de mediação será realizada com a Cavo e o Sindelimp no TRT Cotidiano 23/02/2017 13h55 - Atualizado em 23/02/2017 14h21Por Fernanda Araujo
Com mais uma paralisação dos agentes de limpeza de Aracaju (SE), deflagrada no último dia 21, o lixo voltou a tomar conta das ruas da capital. Vários pontos da cidade permanecem com lixo acumulado e causando transtornos a população.
Para resolver o impasse, uma audiência de mediação será realizada nesta sexta (24), às 11h, no Tribunal Regional do Trabalho, com o Sindicato dos Trabalhadores (Sindelimp) e a empresa.
Em nota, a Cavo informou que até o momento não recebeu a Ata que decidiu pela greve, que entende como “descabida e inoportuna”, já que, segundo a empresa, foi iniciada sem o fim das negociações.
A Cavo alega que permanece aberta ao diálogo com o sindicato e que “está tomando todas as medidas necessárias para garantir a coleta”.
Ontem (22) o presidente da Emsurb, Mendonça Prado, chegou a se reunir com representantes do Sindilimp e da Cavo para buscar solução. A Emsurb alega que semana passada efetuou a Cavo pagamento antecipado no valor de R$ 2 milhões, totalizando mais de R$ 5 milhões repassados, inexistindo assim pendências financeiras neste exercício de 2017. Na reunião, Mendonça disse que o órgão não tem competência jurídica para julgar o mérito da questão entre a Cavo e o sindicato, mas quer estabelecer a conciliação de forma administrativa.
A empresa tem informado que começou a atender as reivindicações sobre distribuição de Equipamentos de Proteção Individual, mandou confeccionar novos uniformes e está alterando a logística do fornecimento de água.
Ontem, o diretor operacional da Cavo, Udo Gabriel Vasconcelos, alegou que a atual gestão da prefeitura está dando condições de atender parte das demandas. “Até o final desta semana parte do fardamento será entregue para os nossos colaboradores. Não temos interesse em destratar nenhum trabalhador”, afirmou.
Enquanto isso, segundo o sindicato, está sendo cumprido desde ontem o efetivo de 40% de trabalhadores nas ruas, mas foi liberado 50% devido ao acúmulo do lixo. “Inclusive chegou uma determinação que seja cumprido esse efetivo e que a greve foi declarada como legal”, afirma o assessor jurídico do Sindelimp, Alexsandro Santos.
Para o sindicato, a reunião mediada pela Emsurb foi considerada produtiva e será mantido o diálogo com a Cavo na busca de melhorias para a categoria.
Reivindicações
Após o pagamento do salário atrasado, os trabalhadores decidiram paralisar devido à jornada de trabalho excessiva, falta de equipamentos de segurança e proteção pessoal, impasses no pagamento salarial de cada mês e indisponibilidade de água potável para consumo durante o serviço. O sindicato diz que ainda que a empresa não tem cumprido com o acordo coletivo de trabalho 2016/2017, como pagamento de adicional noturno e remuneração das horas extras.

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